Um mês após a morte de Vandemárcio Gomes da Silva Junior, 25 anos, espancado e atropelado no Portal Caiobá, em Campo Grande, familiares organizam um protesto diante da falta de Justiça sobre o caso.
Depois de procurar a Polícia Civil e tentar detalhes sobre a prisão ou alguma resposta sobre o caso que pudesse acalmar o coração da mãe, os amigos e familiares de Vandermárcio decidiram fazer uma manifestação no local da tragédia, na avenida principal do bairro.
O rapaz morreu horas após dar entrada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande, após ser atropelado e arrastado por mais de 4 metros, na madrugada no dia 25 de maio, quando foi espancado e atropelado por um grupo de 10 rapazes.
Inicialmente alguns familiares, sem saber exatamente o que havia acontecido, chegaram a informar a reportagem na época, que o rapaz teria reagido a um assalto e por isso foi espancado e atropelado, mas um mês depois, uma amiga da família esclareceu o caso.
"Ele voltava de uma festa com os amigos e o irmão. Acontece que ele e um amigo decidiram passar em um bar do bairro e esse amigo que estava na companhia dele tinha 'richa' com outros rapazes que apareceram no mesmo local", conta Valéria Ortiz, amiga da família da vítima.
Vandemárcio tentou defender o amigo do grupo rival, mas acabou apanhando de cerca de 10 rapazes. "Um deles pegou o carro e atropelou e arrastou o Vander e terminou de matar", relata a amiga.
A vítima foi socorrida por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Santa Casa, onde deu entrada com ferimentos graves, inconsciente e entubado e não resistiu.
"A mãe procurou a polícia, tentou ver sobre a prisão dos suspeitos, mas não teve resposta, então vamos fazer uma manifestação, a morte desse jovem não pode ficar assim, impune", desabafa.
A manifestação organizada pelos amigos e familiares será realizada no domingo (29), a partir das 17h, na Rua Cachoeira do Campo, onde aconteceu o atropelamento.
"A gente quer chamar atenção para esse caso e que ele não seja esquecido, precisam pagar pelo que fizeram", pede.







