O 1º GBM (1º Grupamento de Bombeiros Militar) realizou, na manhã desta terça-feira (13), uma avaliação prática de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) com soldados temporários que atuam em UR (Unidades de Resgate), em Campo Grande. A atividade tem como foco verificar o desempenho individual dos militares temporários e o entrosamento com as guarnições de serviço.
As avaliações são realizadas por meio de simulações de acidentes de trânsito, como colisões entre carreta e motocicleta, com vítimas inconscientes e múltiplas fraturas em membros superiores e inferiores. Os cenários são elaborados de forma realista para testar a capacidade de resposta das equipes, o cumprimento rigoroso dos protocolos e a identificação rápida de situações que ofereçam risco à vida da vítima e à segurança da guarnição.
Segundo o Capitão Araújo, do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), o trabalho tem caráter contínuo. “Estamos realizando avaliações constantes com os militares temporários para verificar tanto o desempenho individual quanto a condição operacional da guarnição, seguindo rigorosamente os protocolos de atendimento”, afirmou.
As ações tiveram início em 18 de dezembro de 2025 e seguem até 30 de maio deste ano. As simulações ocorrem sem aviso prévio, e as equipes podem ser acionadas a qualquer momento pelo COCB (Centro de Operações do Corpo de Bombeiros), já que permanecem em serviço regular. Na região sul da Capital, quatro viaturas de resgate estão disponíveis para atendimento e, quando acionadas para as ocorrências simuladas, qualquer uma delas pode atender.
As atividades acontecem no Quartel Costa e Silva, localizado na Avenida Costa e Silva, na Vila Progresso, e envolvem todas as guarnições de serviço das UR. Durante o exercício, um enfermeiro de serviço da viatura URSA (Unidade de Resgate e Suporte Avançado) atua como avaliador, criando os cenários e acompanhando toda a atuação dos militares, com feedback ao final.
Entre os critérios observados estão o posicionamento correto da viatura na via, de forma a promover a segurança da cena, tanto para a equipe de resgate quando para a vítima; controle de grandes hemorragias, avaliação das vias aéreas, a fim de verificar se há alguma obstrução; circulação sanguínea; apalpação para identificação de fraturas ou outras lesões; rolamento e imobilização adequada da vítima em prancha.
“O simulado [desta manhã] reproduz um acidente entre carreta e motociclista, com vítima inconsciente e fraturas, e avalia desde a segurança da guarnição até a aplicação correta de cada etapa do atendimento pré-hospitalar”, explicou o Capitão Araújo.
Os comandantes das viaturas também devem realizar instruções durante o serviço operacional ou em períodos de folga. O militar que faz o papel de vítima não pode estar em serviço operacional, podendo ser designado da sala de rádio ou do setor administrativo.
A iniciativa busca incentivar o treinamento contínuo e garantir que os bombeiros estejam plenamente preparados para atendimentos reais de emergência.
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