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Campo Grande

17/12/2025 11:51

Sindicato mantém greve dos motoristas de ônibus em Campo Grande: 'sem pagamento não voltamos'

Caso os valores não sejam depositados até a noite de hoje, a paralisação entrada no quarto dia nesta quinta-feira

A atualização feita pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-GC) aponta que a paralisação dos motoristas deverá se prolongar até a quinta-feira (18). Isso porque até o momento os profissionais não receberam os valores atrasados do salário, décimo terceiro e vale.

A categoria parou o transporte coletivo da Capital na segunda-feira. Ontem (16), tiveram uma audiência de conciliação com os desembargadores do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), onde o Consórcio Guaicurus detalhou que a falta de repasses da Prefeitura causou um desequilíbrio econômico nas contas da empresa e por isso, ficou sem verba para quitar a folha de pagamento dos funcionários.

Além disso, o presidente do Consórcio Themis de Oliveira afirmou que sem o aporte financeiro externo, ou seja, sem a verba que recebe da prefeitura, não conseguiria elaborar um cronograma para quitar a dívida.

O tesoureiro da entidade, Willian Alves da Silva, afirmou para o TopMídiaNews que a greve será mantida até o pagamento dos motoristas. “O que eu posso adiantar é que hoje (17) continuamos parados. Os trabalhadores não voltam até que seja feito o pagamento deles. Sem pagamento não voltamos”.

Enquanto a população continua sem o fornecimento do serviço, a prefeitura de Campo Grande se escora no discurso que realizou os repasses contratualizados para o Consórcio Guaicurus, enquanto omite o saldo devedor e a discussão judicial da tarifa. 

Audiência no TRT

Durante a audiência, o TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul) determinou a retomada parcial das atividades, com pelo menos 70% da frota em circulação, sob pena de multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento. Ainda assim, os motoristas decidiram continuar com a greve até que os salários atrasados sejam pagos.

Segundo representantes do sindicato, não houve qualquer proposta concreta por parte da empresa responsável pelo transporte coletivo.

“Não foi apresentada nenhuma proposta, nem mesmo um compromisso de pagamento para amanhã ou depois de amanhã. Enquanto não recebermos o que é devido, não vamos voltar”, afirmou a categoria. Os motoristas ressaltam que, apesar dos transtornos causados à população, os trabalhadores precisam receber pelos serviços prestados.

De acordo com a decisão judicial, o transporte público deve operar com 70% da frota nos horários de pico, das 6h às 8h30 e das 17h às 20h. Nos demais períodos, das 8h30 às 17h e após as 20h, o funcionamento deverá ser de, no mínimo, 50% da frota.

O sindicato informou que novas discussões ainda devem ocorrer para definir de que forma e quando os pagamentos serão realizados. Enquanto isso, a categoria afirma que continuará utilizando os meios legais disponíveis para garantir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores.

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