Em 2025 não deu outra: o lixo virou febre nas reclamações e denúncias de moradores de Campo Grande. Desde entulho nas ruas até situações de descaso em locais públicos, que deveriam ser gerenciados pelo poder público, a população da Capital precisou conviver com sujeira ao ar livre e o abandono de locais públicos.
A Praça Ayrton Senna era para ser um local de lazer e qualidade de vida para os moradores das regiões do Tijuca, Jardim das Hortênsias, Aero Rancho e Guanandi, porém o TopMídiaNews mostrou que o local virou uma ‘sucata a céu aberto’, com grades destruídas, portões quebrados e arrancados, falta de bancos, parque infantil deplorável, banheiros em péssimo estado e lixo espalhado por diversos pontos do parque.

No Jardim das Hortênsias, o lixo e abandono chegou próximo a um Emei (Escola Municipal de Educação Infantil), em uma área que seria dedicada a construção do prometido Hospital Veterinário Municipal.
O local virou um verdadeiro lixão, reflexo da má administração pública e descaso até da própria população. "Muito lixo por aqui. Sofá velho, galhos de árvores, pneu de moto, caco de vidro, além do mau cheiro por causa de animais mortos que ali são descartados", contou um morador que preferiu não se identificar.
Além da quantidade de lixo, formou-se uma lagoa de lama com odor forte, agravando o risco à saúde pública e ao bem-estar da comunidade. Segundo os moradores, o local é frequentemente utilizado para descarte irregular de resíduos, o que tem gerado medo e desconforto.

O que não falta em Campo Grande é vizinho com terreno sujo. No Jockey Clube, um terreno nos fundos de uma oficina recebe lixo, entulhos e até animais mortos. O local é privado, mas possui acesso pela rua, o que agravou a situação, já que andarilhos e outros vizinhos começaram a descartar lixo no local.
De acordo com Joel Pizzatto, empresário da região, o terreno se transformou em um verdadeiro lixão, com restos de construção, lixo doméstico e animais mortos. “Ali está sempre cheio de pessoas que abrem os lixos e jogam tudo no terreno. Até vizinhos e moradores do bairro contribuem com entulhos e restos de animais”, relata um morador.
Já no Vida Nova II, uma área de uma empresa desativada se transformou em ponto de descarte, com diversas invasões, acúmulo de lixo e entulho. O lugar chegou a pegar fogo e ficar parcialmente destruído.
Para o TopMídiaNews, uma moradora do bairro explicou que o descarte acontece tanto na frente como dentro do terreno. “Saio para trabalhar e, quando volto, já tem um novo acúmulo de lixo bem em frente à minha casa e à de outros vizinhos”, relatou.
Além do lixo, a comunidade também aponta outro problema: o aumento da insegurança. Após a construção de casas em áreas invadidas próximas, a presença de usuários de drogas cresceu na região, deixando os moradores ainda mais apreensivos.

E nem só nos bairros o lixo se acumula: na 14 de Julho, uma das principais ruas do centro de Campo Grande, a retomada da vida noturna trouxe também problemas com a segurança e administração, reportado pelo TopMídiaNews em junho.
A reportagem foi até a rua um dia após intensa movimentação e flagrou copos plásticos, garrafas de bebidas, sacolas plásticas e acúmulo de lixo em toda a calçada. O problema é um combo de descasos: do poder público, comerciantes e empresários e dos próprios consumidores.

“Nada contra abrir bares na 14, mas recebem limpos né, têm que ter a obrigação de limpeza”, reclama um campo-grandense, em vídeo enviado à redação. “Olha a bagunça que os botecos deixam na 14 com a Maracaju, com a Antônio Maria Coelho, uma Barbaridade, uma falta de civilidade total”, completa outro cidadão
Parte dos bares da 14 de Julho chegaram a ser fechados em dezembro do ano passado, alvos de fiscalização em operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Militar Ambiental após diversas denúncias registradas por poluição sonora e perturbação do sossego.







