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Campo Grande

21/10/2025 18:00

Sonho da casa própria vira pesadelo por erro da prefeitura de Campo Grande

Morador tentou comprar imóvel financiado pela Caixa, mas descobriu registro indevido de casa em seu nome desde 1996

O sonho da casa própria para um morador de Campo Grande, de 48 anos, tem sido um pesadelo desde que descobriu um erro da prefeitura que impede a conclusão da compra do imóvel, na Capital. A corretora responsável pela negociação, Ana Queiroz, ainda tenta há dias contato com a Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) para resolver a situação, mas nunca consegue um retorno.

Segundo Ana, o cliente foi surpreendido pela Caixa Econômica Federal ao receber a informação de que já possuía uma casa registrada em seu nome desde 1996, imóvel que ele nunca recebeu nem teve acesso.

“Meu cliente foi aprovado pela Caixa, estava tudo certo, mas apareceu essa casa de 1996 no sistema. Ele nunca morou lá, nunca recebeu da prefeitura, e mesmo assim consta no CadMut. Já fomos em cartório e comprovamos que não existe nenhum imóvel no nome dele”, explica.

De acordo com a corretora, o problema está no cadastro da Emha, que seria responsável por atualizar o registro. “Faz dias que tentamos contato com a Emha, ligamos várias vezes e ninguém atende. No WhatsApp, também não respondem. É um descaso total. Estamos falando de servidores públicos pagos com o dinheiro dos nossos impostos e não conseguimos resolver o problema desse cliente”, cita a corretora que não consegue ir pessoalmente à agência por estar em outro estado.

Ana conta que, desde que o impasse começou, já procurou outros órgãos municipais e até tentou contato com a Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul), mas não obteve retorno. “A gente tenta resolver de todas as formas, mas parece que ninguém quer se responsabilizar. Enquanto isso, o tempo está passando e o cliente pode perder a oportunidade de comprar a casa dele”, afirma.

O caso é ainda mais delicado porque, segundo a corretora, o comprador mora de aluguel e tem prazo para desocupar o imóvel atual, o que aumenta a urgência para resolver a situação e assinar o novo contrato de compra.

“Ele está desesperado. Já conseguiu a aprovação do financiamento, mas não consegue seguir porque a Emha não resolve o problema. O sonho dele está indo por água abaixo, um verdadeiro pesadelo”, lamenta a corretora.

A reportagem do TopMídiaNews entrou em contato com a Prefeitura, por meio da Emha, para solicitar esclarecimentos sobre o caso, mas em resposta, a EMHA informa que, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), mantém sob sigilo informações pessoais de beneficiários, reafirmando seu compromisso com a transparência e a correta aplicação das políticas públicas de habitação.

*Matéria alterada às 9h50 de 28 de outubro para acréscimo de resposta da EMHA

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