O TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) encaminhou ofício à Prefeitura de Campo Grande com solicitação de esclarecimentos sobre os critérios adotados para o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2026.
O ofício deverá ter informações detalhadas que justificam, de forma legal, o reajuste; índices e parâmetros técnicos utilizados para a definição do percentual aplicado, bem como dados sobre eventual atualização da PGV (Planta Genérica de Valores), instrumento técnico que define o valor do metro quadrado de terrenos e construções, e serve como base para o cálculo do imposto.
Ainda conforme o ofício, o TCE pede esclarecimentos sobre os critérios e valores estabelecidos para a cobrança da taxa de coleta de lixo. No documento, assinado pelo conselheiro Osmar Jeronymo, as informações devem ser encaminhadas no prazo de cinco dias úteis, contados a partir do recebimento do ofício, acompanhadas da documentação comprobatória considerada pertinente pela administração municipal.
Moradores de Campo Grande notaram aumento de até 180% na cobrança do IPTU de 2026, apesar de a prefeitura ter divulgado um reajuste oficial de 5,32%. A mudança estaria relacionada a alterações na PGV, feitas por decreto pela prefeita Adriane Lopes (PP).
Com a repercussão negativa do aumento, a prefeitura anunciou um pacote de medidas que tentam remediar o caos. Entretanto, o aumento abusivo da carga tributária não foi discutido, e as decisões ficaram restritas ao prazo de pagamento do imposto (do dia 12 de janeiro para o dia 30 ou 10 de fevereiro, ainda a ser decidido) e atendimento descentralizado para o CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) nos bairros, com expediente ampliado, para ‘maquiar’ as filas quilométricas vistas nos últimos dias na Central do Cidadão.







