Até o começo dos anos 2000, a mídia externa de Campo Grande era monopolizada e tinha nome e sobrenome. A chegada do Top Mídia MS quebrou esse controle, que ocupava áreas públicas ilegalmente e controlava preços e tabelas e abriu o mercado para as 11 empresas que hoje estão ameaçadas peça voracidade ditatorial da Prefeitura de Campo Grande, acuada pelas críticas habituais à gestão.
Por mídia externa entende-se publicidade em painéis como outdoors, o dominante nos idos na virada do milênio, e os atuais painéis de Led, mais modernos e eficientes. São, em Campo Grande, um dos meios mais procurados pelos anunciantes de divulgar produtos e marcas de meio eficiente e com retorno imediato.
A quebra do monopólio, porém, só foi possível após a realização de um minucioso dossiê e com apoio do Ministério Público Estadual. O documento apontava que 70% das placas de publicidade ficavam em terreno público, fato proibido por Lei, antes e hoje, além de diversas outras ilegalidade. A ‘limpeza’ só foi realmente efetivada na gestão Nelsinho Trad, com a Lei Cidade Limpa, porém não foi finalizada.
A abertura do mercado foi efetivada, hoje com 11 empresas atuando no setor de comunicação externa além do TopMídia (Zoom, Star Mídia, Total Mídia, RZK, Kal Mídia, Empresa de Digital, Mídia em Foco, MídiaMax, PixMídia, TvMix e JD1 Noticias), porém a regulamentação nunca foi clara.
O Grupo TopMídia realizou, ao longo dos últimos 20 anos, diversas denúncias, tanto na Prefeitura de Campo Grande, quanto no Ministério Público Estadual, sobre diversas ilegalidades no setor, o que culminou inclusive em inquérito civil por parte do próprio MPE. A Administração Municipal, porém, nunca se mexeu. Isso até Adriane Lopes (PP) fazer uso da máquina pública para atacar o próprio TopMídia como retaliação por matérias de cunho jornalístico.

A PERSEGUIÇÃO
Desde o último fim de semana, sem aviso prévio ou notificação e desrespeitando o sagrado direito constitucional da ampla defesa, a Prefeitura iniciou a derrubada de placas de outdoor e aparelhos de Led do Grupo TopMídia. A ação, ordenada diretamente de seu gabinete, configura censura política contra o jornal TopMídiaNews, que há meses denuncia falhas na gestão municipal, incluindo o caos na saúde pública e irregularidades administrativas.
Os outdoors, com processos de autorização paralisados pela própria Prefeitura, foram retirados sem notificação prévia, violando o direito constitucional ao contraditório. Fiscalizada pelo chefe de assessoria executiva da SEMADES, Luiz Alberto Leite Pereira, vulgo Luizão, a operação usou viaturas da Guarda Municipal – recursos que deveriam combater a criminalidade, não silenciar vozes críticas.
A gestão Lopes não ataca apenas o TopMídia. Onze empresas de comunicação externa (Zoom, Star Mídia, Total Mídia, RZK, Kal Mídia, Empresa de Digital, Mídia em Foco, MídiaMax, PixMídia, TvMix e JD1 Noticias) operam na mesma situação irregular – agora expostas à mesma perseguição. A prefeita transformou a morosidade intencional da gestão em arma para eliminar críticas, criando um clima de intimidação em pleno estado democrático.







