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segunda, 17 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Ultimato: professores se reúnem com Bernal em busca de reajuste

08 outubro 2015 - 10h32Por Anna Gomes

Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), que ainda buscam reajuste salarial neste ano, se reúnem na tarde desta quinta-feira (8), com o atual prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) Geraldo Gonçalves, depois que Bernal reassumiu o  cargo do Executivo, esta já é a terceira vez que o encontro acontece.

"Tivemos uma reunião no último dia 31 de agosto, onde expomos os nossos direitos ao prefeito, uma outra no começo do mês de setembro, quando o Bernal disse que gostaria de ficar por dentro das finanças do município para nos dar uma resposta. Hoje, espero que o encontro nos dê uma solução", disse Geraldo.

O atual secretário de governo e ex-vereador da Capital, Paulo Pedra (PDT), apoiou os professores durante toda greve deste ano que durou 77 dias. Pedra chegou até a ir à sede do sindicato durante uma assembleia da categoria, criticando o prefeito afastado Gilmar Olarte e confirmando que o município tinha sim dinheiro para pagar o aumento de 13,01%, o que equiparia o salário ao piso nacional da categoria.

Quando interrogado se Paulo estaria ajudando a categoria, agora que ele é o braço direito do atual prefeito, Geraldo responde com cautela dizendo apenas que vai esperar a reunião.

"Não vamos correr atrás dos políticos antes do prazo que nos foi dado. Eles nos pediram até esta tarde para discutirmos sobre os 13,01%, então vamos esperar a resposta", ponderou.

Greve

Os professores paralisaram as atividades no último dia 25 de maio deste ano. Eles pedem aumento de 13,01%. Os profissionais fizeram diversas manifestações na frente da prefeitura e na Câmara Municipal. O sindicato e a prefeitura tentaram negociar o fim da paralisação, mas os professores não aceitaram nenhuma proposta.

No dia 27 de maio, o TJ-MS determinou que pelo menos 66% dos professores em greve voltassem ao trabalho. Em caso de descumprimento, foi determinada uma multa de R$ 50 mil.

Em 25 de junho, o TJ concedeu liminar à prefeitura para que os professores do município não fazerem protestos em ruas próximas ao Paço Municipal. Na ação, o município pediu à Justiça que determinasse à ACP distância, pelo menos, 200 metros de prédios públicos, sem bloquear vias públicas e promover “apitaço”, “panelaço”, panfletagens e fixação de cartazes.

Durante as férias escolares de julho, a categoria suspendeu a greve, que foi retomada logo após o término e após 77 dias, os professores decidiram encerrar a greve da categoria em assembleia no fim da tarde do dia 24 de agosto.