Venezuelanos que vivem em Campo Grande e em outras cidades de Mato Grosso do Sul comemoraram, neste sábado (3), a queda do regime de Nicolás Maduro, governo que há anos é associado à crise política, econômica e humanitária no país vizinho. No entanto, mesmo em meio ao sentimento de esperança, esses venezuelanos ainda precisam lidar com um problema recorrente: a xenofobia.
Nas redes sociais, especialmente em comentários de matérias compartilhadas pelo TopMídiaNews, foram registrados diversos ataques discriminatórios contra a comunidade venezuelana. As publicações revelam falta de empatia e preconceito contra estrangeiros que buscaram recomeçar a vida no estado, tendo o Brasil como refúgio seguro diante da repressão política, da escassez de alimentos e da falta de oportunidades em seu país de origem.
Entre os comentários, um seguidor escreveu:
“Aí já é problema deles. No Brasil já tem muitos problemas para estar recebendo esse monte de gente sem nem saber a índole. Não tem controle, ficam no centro da cidade, aglomerando tudo.”
Outro comentário dizia:
“Voltem pra lá, sobra mais vagas nas UPAs pra nós.”
Houve ainda manifestações em tom irônico e ofensivo, como:
“Aqui em Campo Grande tá lotado desse povo.”
Além disso, alguns usuários acusaram os imigrantes de tirar empregos de brasileiros, reforçando estigmas comuns associados às populações migrantes.
FIM DO REGIME
Horas após confirmar a captura de Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede social Truth Social uma foto do ditador já preso, com o objetivo de acabar com qualquer rumor de que ele não estaria sob custódia.
Na imagem, Maduro aparece vendado, algemado e com fones de ouvido, supostamente para impedi-lo de ouvir.
Durante a madrugada, houve um ataque dos Estados Unidos contra Caracas, capital da Venezuela, momento em que o líder venezuelano teria sido capturado, segundo informou o NSC Total.
De acordo com Trump, Maduro está a bordo do USS Iwo Jima. Ele e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados durante a operação estadunidense, informou o próprio presidente.
“Muito bom planejamento, muitas tropas excelentes e pessoas excelentes. Foi uma operação brilhante, na verdade”, disse o presidente estadunidense ao jornal The New York Times neste sábado.







