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Campo Grande

Vereadores se confundem com leis em audiência sobre sinalização de ruas da Capital

13 novembro 2015 - 16h36Por Amanda Amaral

Antiga reclamação de moradores e quem visita Campo Grande - a falta de placas de sinalização com nomes de ruas e bairros - foi tema de audiência pública na Câmara Municipal. Mesmo com uma longa conversa entre vereadores e líderes comunitários, nenhuma solução a curto ou longo prazo foi apresentada no plenarinho da Casa de Leis nesta sexta-feira (13).  

O vereador Chiquinho Telles (PSD), presidente da Comissão Permanente de Obras da Câmara Municipal, não falou em prazos nem recursos e admitiu se confundir em meio às leis que tratam do assunto.

“Iríamos apresentar aqui um projeto de lei diferente, mas acho que é melhor a aperfeiçoarmos conforme as determinações já vigentes, que me parecem bastante confusas”, disse. O projeto, segundo ele, sugeria que empresas patrocinassem as placas “sem a necessidade de tanta burocracia”, como a abertura de licitações.

Edson Shimabukuro (PTB), engenheiro e vice-presidente da comissão, também disse não estar apto a identificar as soluções possíveis para o problema. “O que podemos dizer é que esses bairros tem que ser assistidos o quanto antes, porque essa questão atrapalha morador, motorista, causa acidente, é um caos mesmo”.

Líder comunitário e morador do Residencial José Teruel Filho, Jeferson Benites conta que a falta de sinalização tem causado inclusive problemas com a Energisa, concessionária responsável pela energia elétrica em Mato Grosso do Sul. “Como as ruas do bairro não têm nome, é tudo muito confuso e as contas não são entregues nas casas das pessoas. Com isso, as contas atrasam e cortam a energia dos moradores. Estamos de ‘saco cheio’ de pedir, já entreguei abaixo-assinado, é uma brincadeira. Isso é justo?”, questiona.

Ana Cristina Campion, presidente da Associação Comunitária de Mulheres do Jardim Pênfico, reclamou durante a audiência que a sinalização precária causa perdas significativas em um estado que recebe muitos turistas. “Sou de Cuiabá e, desde que vim pra cá, percebi que não dá pra se achar na cidade pelas placas. Falta mais cuidado com isso, com o paisagismo, as pessoas realmente ficam perdidas, não dá pra entender o descaso em uma região próxima ao Pantanal”, opinou.

O engenheiro Elias Makarn, diretor do Departamento de Cadastro Imobiliário e Cartografia da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), declarou ser preocupante a frequente troca de nome das ruas e sugeriu que a Câmara criasse uma lei de incentivo aos moradores e proprietários de construções localizadas em esquinas, para que estes colocassem as placas por conta própria e, para tanto, recebessem um incentivo, talvez em dinheiro, da prefeitura.

“Seria uma solução rápida e facilitaria para todos, porque sempre temos essa demanda. Hoje, há de se seguir uma série de normas e permissões, que acabam por atrasar a resolução do problema, enquanto Campo Grande não para de crescer”, disse o engenheiro, representando na ocasião o secretário Rui Nunes da Silva Junior.

“Só 30% de 1.500 placas foram fixadas pela cidade, até mesmo por isso a licitação com a empresa que estava responsável por isso foi suspensa em 2010. De lá pra cá, a Semadur vem tentando minimizar os problemas do emplacamento, dependemos da prefeitura e da parceria com empresas”, completou.

Também participou da sessão o diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Elidio Pinheiro Filho, para responder as dúvidas da mesa e público sobre a sinalização das vias, também alvo constante de reclamações.