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Campo Grande

Vítima de falsa promessa, adolescente 'vira a página' e sonha com 1º emprego em Campo Grande

Ela se diz comunicativa e decidida a conquistar o melhor no mercado de trabalho

26 setembro 2021 - 15h15Por Thiago de Souza

Adolescente de 17 anos não vê a hora de conquistar o primeiro emprego, em Campo Grande. Na mais recente tentativa, ela foi vítima de uma falsa promessa e ficou chateada, mas não desistiu e quer a sonhada vaga. 

A jovem, que aqui será chamada de ‘’Fênix’’, está no último ano do ensino médio e quer cursar psicologia. Ela já atuou com atendimento ao cliente, por alguns meses, na antiga empresa do pai. 

Fênix conta que desde 2020 vem tentando atuar como menor aprendiz e fez diversas inscrições em agências, além de entregar currículos pela cidade. 

A garota relata que aceita atuar em áreas diversas, podendo ser agências bancárias, supermercados, escritórios, consultórios médicos ou órgãos públicos. 

‘’Tenho boa comunicação, posso trabalhar em qualquer um desse ramos. Sempre fui muito ágil e procurei as coisas. Trabalhei até de babá’’, detalha a estudante. 

Reflexão 

A adolescente reconhece que é preciso ter um mínimo de preparo, mas acredita que o mercado de trabalho deve dar oportunidades, caso contrário nunca ninguém vai trabalhar na vida. 

‘’Preciso ter a primeira experiência de trabalho para poder ter outras. Não dá pra exigir 50 coisas no currículo da pessoa logo no início. Só preciso de uma oportunidade’’, enfatiza a jovem. 

Perrengue

Fênix viveu uma dor de cabeça ao ser atraída para uma entrevista de emprego, que na verdade era uma venda de cursos, em uma empresa no centro da cidade. Não bastasse a falsa promessa, ela garante que foi rebaixada pelo entrevistador. 

‘’Eu desanimei na hora. O rapaz me colocou muito para baixo. Disse que ‘como eu ia conseguir emprego e pagar faculdade se eu não tinha qualificação’’, lembrou a adolescente. 

Na denúncia feita pela mãe dela no Aonde Não Ir em Campo Grande e ao TopMídiaNews, a empresa teria convidado a jovem para uma entrevista de emprego. Porém, no local, só lhe foram oferecidos cursos. Todos pagos. 

Ao dizer que não tinha dinheiro para bancar os cursos, ela ouviu que deveria até vender bolo de pote para pagar a empresa. 

Após a publicação da reclamação da mãe no Facebook, dezenas de pessoas lamentaram ter vivido a mesma situação, na mesma empresa. 

O gerente geral da empresa de cursos garante que convida as pessoas para uma ‘’entrevista avaliativa’’ e não uma entrevista de emprego. 

A mãe da adolescente reforça que o que lhe fora oferecido era uma vaga de emprego. Ela pediu que a gravação da conversa telefônica fosse divulgada, mas o empresário diz que não foi possível gravar. 

O telefone de contato é: (67) 9 8424-8964 (Keith Oliveira - mãe).