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domingo, 20 de setembro de 2020
Cidade Morena

Cafetina chama Daniel de melhor amigo e acusa homem ‘misterioso’ de matá-lo

Presa, Fernanda contou detalhes que antecederam a morte do ex-superintendente em motel

11 março 2019 - 19h05Por Amanda Amaral e Nathalia Pelzl

Acusada da morte de Daniel Nantes Abuchaim, Fernanda Aparecida da Silva Sylverio foi ouvida pela Justiça e reforça não ter sido a responsável pelo crime, ocorrido em 19 de novembro de 2018, em um motel de Campo Grande. Através de videoconferência, a mulher, que seria cafetina, acusa um homem 'misterioso' de matar o ex-superintendente, a quem chegou a se referir como 'melhor amigo'.

Negro, alto, vestido de preto e trajando luvas de inverno pretas são as únicas características dadas pela suspeita sobre a suposta outra pessoa envolvida. Ela teria tido primeiro contato visual com o homem na noite anterior, quando estava em uma tabacaria chamada ‘Joe’ com a namorada.

“Ele (o homem suspeito) me encarou de forma opressora, me senti oprimida e perseguida”, disse, afirmando que isso a fez decidir ir embora do local. No dia seguinte, ela estaria saindo de casa e percebeu que havia carro a perseguindo. Ela iria parar em um supermercado, mas ficou com receio com os sinais de pisca-alerta do condutor do veículo e decidiu parar, temendo assalto.

Assim que parou, o homem teria se aproximado e exigido falar com Daniel. Ela entrou em contato por mensagem, perguntando onde ele estaria, e informado que ela estava perto da residência do ex-superintendente. Logo, ele teria respondido que a encontraria no local.

O rapaz que a abordou teria a acompanhado no caminho em um veículo de luxo, não especificado pela acusada. Ela relata que entrou nervosa na residência, já falando que teriam que ir no motel, por ameaça do homem.

Daniel teria dito “fica tranquila”, aparentando saber do que se tratava. Ao juiz, disse que o tal homem teria entrado abruptamente no veículo dela, ainda próximo à casa da vítima.

Questionada pelo promotor, entrou em contradição, dizendo que o homem entrou no veículo dez minutos depois. Afirmou que os dois foram ameaçados com revólver. Aparentando nervosismo e perturbação, reafirmava a todo tempo que foi ameaçada com faca e revólver pelo homem.

Chegando no motel, afirmou que na entrada Daniel fez carinho em sua cabeça e disse ‘calma, vai dar tudo certo’. O homem teria entrado no carro de trás e coordenado todas as ações da mulher. Dentro do quarto, o homem teria dito Daniel para ficar nu, e o esfaqueou em seguida no banheiro, após luta corporal.

A mulher afirma que teria abaixado a cabeça, ficado muito nervosa e não lembra dos detalhes do momento. “Não sei o nome dessa pessoa, não conheço, minha família conhece minha índole”, disse, afirmando que o homem colocou sozinho o corpo no banco da frente do veículo, abaixado.

“Senti muito medo. Nunca passei por isso na minha vida, nunca dei uma palmada no meu filho, quem dirá matar alguém. [...] Achei que ele ia roubar meu carro e me matar também, assim como matou o Daniel. Juro diante de Deus, pelo meu filho, que sou inocente”, disse.

Fernanda está presa em Corumbá. Outras quatro testemunhas de defesa foram ouvidas nesta segunda-feira (11) pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

 

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