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sábado, 08 de agosto de 2020
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Ajudar? Tem comerciante cobrando R$ 50 para passar parte do auxílio emergencial em Campo Grande

Os “espertinhos” de plantão se aproveitam dos erros no sistema e do desespero de quem quer pegar o dinheiro

09 julho 2020 - 13h00Por Rayani Santa Cruz

Com o sistema praticamente todos os dias fora do ar, o aplicativo Caixa Tem está deixando os que necessitam do auxílio R$ 600 com dores de cabeça. Usuários reclamam que a previsão de poder transferir o valor ou sacar o dinheiro foi programada para o fim do mês. O que resta é usar os créditos para ir ao mercado, já que até o pagamento de boletos está difícil.

Mas sempre surgem os “espertões” que se aproveitam do sufoco alheio para ter vantagem. Em Campo Grande, alguns donos de comércios estão cobrando até R$ 50 reais para que o beneficiário gere o código e repasse o valor total para sua conta. Eles estão simulando compras de alimentos. 

Em seguida, o valor dos R$ 600tão que deveriam ser gastos em compras no comércio, por exemplo, é sacado e o beneficiário fica com R$ 550 pela “ajuda” do comerciante.

A denúncia foi feita de modo anônimo ao TopMídiaNews e a pessoa indicou que o esquema está acontecendo no bairro Tijuca. “Eu estava desesperado porque não conseguia pagar uma conta, e a previsão de saque está pro dia 25. Então fiquei sabendo dessa mulher que está cobrando R$ 50 pra pessoa passar os dados no cartão virtual. Aí você gera o código e repassa. Quando cai na conta dela, ela pega a parte dela e devolve os R$550. Na hora, quase entrei na onda, mas depois pensei que era melhor pagar juros do que passar. Em um momento desses, a pessoa fala que quer ajudar e faz isso”, disse o internauta indignado.

Ele citou que vários conhecidos procuraram a comerciante para fazer o esquema. “É a última alternativa, né? A pessoa está precisando, o dinheiro não é liberado e só serve pra compras. Fora que é o dia todo fora do ar. Imagina quantos já foram fazer o esquema com ela?”, questiona.

Frustração com o app

O filho de uma idosa de 60 anos, que também preferiu não se identificar, disse que consultou o app e faltava 50 minutos para conseguir abrir a plataforma. Nesse tempo, ele e a mãe se deslocaram a um atacadista para fazer compras, mas ficaram extremamente frustrados.

“Enchemos o carrinho, e quando entramos na fila do caixa, o aplicativo saiu do ar de repente. Quando voltou, fiquei na fila de espera para abrir o aplicativo com tempo de uma hora. Largamos a compra e fomos embora”, disse.

Ele cita que monitorou o app e, após a última hora, novamente saiu do ar. “Ou seja, se tivéssemos esperado, íamos passar mais raiva. O governo faz um sistema desses pra castigar o pobre, imagina se a gente vai esperar até o dia 20 pra sacar o dinheiro. É frustrante”.

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