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quinta, 01 de outubro de 2020
Cidade Morena

Ato contra o STF e em favor da Lava-Jato reúne mil na Afonso Pena

Estimativa é dos organizadores que colocaram trio elétrico na avenida

17 março 2019 - 18h22Por Thiago de Souza

Cerca de mil pessoas se uniram em frente ao Ministério Público Federal, na tarde deste domingo (17), na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, para protestar contra o que consideram um ataque à Operação Lava-Jato por parte do Supremo Tribunal Federal.

Os manifestantes, cuja maioria vestia roupas verde e amarela, seguravam bandeiras do Brasil no canteiro da avenida. No trio elétrico, um comunicador gritava palavras de ordem contra o STF.

Membros de grupos organizados como o Endireita Campo Grande e Pátria Livre, além do Movimento Brasil Livre - Mato Grosso do Sul, consideram criminosa decisão da Suprema Corte, que envia investigações da Lava-Jato para a Justiça Eleitoral, quando há casos conexos com crime de caixa dois em campanhas eleitorais.

Juristas e a força-tarefa da Operação, baseada em Curitiba (PR), acreditam que a Justiça Eleitoral não tem estrutura para investigar casos complexos de corrupção. Também apontam que as penas da lei eleitoral são brandas.

Para seis dos 11 ministros da Corte, foi preciso seguir a jurisprudência do Supremo e enviar as investigações para a Justiça Eleitoral.

Senadora Soraya Thronicke manifesta contra o STF. (Foto: Divulgação)

Placa de uma manifestante dizia: ''A democracia emana do povo. Fora STF!''. Outros carregavam cartazes com os dizeres: ''Se apoia Sérgio Moro buzine''.

Conforme uma das organizadoras do evento, Juliana Gaioso Pontes, o ato é em repúdio a todos os seis ministros que votaram contra a Lava-Jato.

Agora, segundo Pontes, é preciso que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) elabore medida provisória anulando os efeitos da decisão do STF, até que o Congresso Nacional vote projeto de lei a respeito do tema.

''Precisamos disso para ganhar fôlego'', analisa Juliana.  A manifestante garante que este é só o primeiro ato contra a decisão e que vai pressionar a bancada de MS no Congresso para atuar na causa e também abrir CPI que investigaria corrupção no judiciário: a Lava-Toga.

''Só a Soraya [Thronicke] assinou o pedido de CPI'', finaliza Pontes.

 

 

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