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Sem ter onde depositar o lixo, caçambeiros fazem protesto na Câmara Municipal

Representante da categoria até chorou durante conversa com parlamentares

22 DEZ 2016
Anna Gomes e Dany Nascimento
11h00min
Foto: Geovanni Gomes

Impedidos de trabalhar há oito dias, dezenas de caçambeiros resolveram se reunir e estão fazendo uma manifestação nesta manhã de quinta-feira (22) na Câmara Municipal de Campo Grande.

Com faixas e com os veículos estacionados em frente à Casa de Leis, os participantes dizem que, nesta semana, ficaram sem trabalhar após uma decisão judicial de fechar o aterro sanitário do Bairro Noroeste.

Conforme Francisco Pita, presidente da Associação dos Caçambeiros, depois do fechamento do aterro do Noroeste, que aconteceu no último dia 15, os trabalhadores ficaram sem um local para depositar o lixo recolhido nas caçambas.

Francisco destaca que os motoristas foram até a Câmara hoje para pedir o apoio dos vereadores e também ressalta que cerca de 1600 toneladas por dia estão deixando de ser depositadas pelos trabalhadores. "Sem ter o lugar para depositar, o aluguel de uma caçamba, que normalmente cobro de R$ 100 a R$ 150, pode dobrar, as pessoas não vão querer pagar e a cidade vai ficar suja", adiantou.

Este é o quinto dia de protesto da categoria, que já chegou a se reunir com o prefeito Alcides Bernal (PP). O pepista prometeu encontrar um local para licenciar o depósito, mesmo faltando apenas alguns dias para seu mandato acabar.

Os trabalhadores também tentaram manter contato com o prefeito eleito da Capital, Marquinhos Trad (PMDB), mas ele estaria viajando e nada foi resolvido.

Durante a sessão desta manhã, Bruno de Brito, dono de uma empresa de caçamba foi fazer um pronunciamento, chorou bastante e foi consolado pelos vereadores. 

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