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Camara Maio

Caçambeiros pedem à Justiça que aterro no Noroste seja área de transição por 3 meses

Associação recorreu da decisão judicial que interditou área no dia 15 de dezembro

30 DEZ 2016
Thiago de Souza
12h50min
Caçambeiros são contra interdição de aterro no Noroeste Foto: Geovanni Gomes

A Associação Campo-grandense de Locação de Bens Móveis entrou com recurso, nesta quinta-feira (29), contra decisão judicial que fechou o aterro no Jardim Noroeste, no último dia 9. O pedido é que o local fique aberto por pelo menos três meses até que o Poder Público encontre uma nova área. 

O departamento jurídico da associação acredita que a decisão favorável saia nas próximas 48 horas. ''A expectativa é boa porque somos o terceiro interessado na causa'', explicou Bruno de Brito Curto, membro da associação.  

A decisão do dia 9 de dezembro foi do juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, baseado em laudos do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que apontavam irregularidades, entre elas, descarte de lixo hospitalar. Com a interdição, cerca de 3.800 caçambas ficaram sem utilização na Capital. 

Segundo Brito, existem quatro áreas na Capital que podem ser usado pelos caçambeiros. ''Tem no Jardim Carioca, Nova Campo Grande, Moreninhas e Tarumã'', revelou. Ele explicou que a área das Moreninhas tem uma voçoroca e que uma parte é da prefeitura e outra do Governo, e que há interesse em recuperar o terreno com entulho, porém falta a licença ambiental e outras adequações. 

A associação ressaltou que não há mais interesse no aterro do Jardim Noroeste, somente que ele fique ativo por pelo menos três meses. ''Aquilo já está defasado, o entulho já passou dos seis metros de altura'', completou Bruno Brito. 

Os caçambeiros pedem uma solução urgente para o caso, já que diversas caçambas estão paradas no centro da cidade e a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) já está notificando as empresas e os clientes. ''Não tem como a gente tirar as caçambas cheias dali porque não tem onde jogar o entulho'', explicou Bruno. 

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