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PROTEÇÃO COMEÇA JÁ! Campo Grande imunizou mais de 10 mil meninos contra HPV; saiba importância

Imunização é feita a partir dos 11 anos; SUS disponibiliza duas doses da vacina

19 ABR 2019
Dany Nascimento
11h30min
Foto: Marionildo Moreira

O Brasil é o primeiro país da América do Sul a oferecer vacina contra HPV (Human Papiloma Vírus) para meninos e Campo Grande fechou o ano de 2018 com um total de 10.179 adolescentes do sexo masculino imunizados. De acordo com a gerente técnica de imunização da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), Emanuela Lopes, a população mais jovem desenvolve doenças causadas pelo vírus.

“A imunização é feita em meninos de 11 a 14 anos porque o contato com vírus é feito no início da relação sexual. As meninas tomam a partir dos 9 anos, justamente para evitar que o vírus contamine antes do início da atividade sexual. Também vacinamos 12.267 meninas no ano passado, porque a vacina tem o objetivo de diminuir casos de câncer de útero principalmente”, explica a coordenadora.

Emmanuela destaca que aqueles adolescentes que tomarem apenas uma dose não estarão totalmente protegidos. “Eles tomam duas doses, no intervalo de seis meses e estão imunizados para a vida toda. As duas doses conferem proteção para toda vida, sem reforço. O tratamento é das duas doses completas, não tem como garantir a imunidade”.

Sobre a quantidade de jovens com o vírus do HPV, Emmanuela afirma que não existe estatísticas feitas pelo Ministério da Saúde, já que é possível apenas ter conhecimento de pessoas que adoeceram porque possuíam o vírus.  “Quem descobre faz tratamento, mas não previne o contágio. O que previne que a pessoa adoeça pelo HPV é a vacina e medidas de proteção. Ela é medicada para diminuir a incidência do câncer, o vírus causa danos na célula, a vacina evita que o vírus entre dentro da célula para causar dano. Ele não evita que tenha contato, mas que se propague”.

Conforme a coordenadora, as intensificações das ações voltadas para o HPV acontecem em agosto. “Todo ano Ministério lança campanha, mais ou menos em agosto, para intensificar ações e fazer com que adolescentes tomam e procurem a segunda dose, quem não volta não está imune”.

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