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Camara Maio

Campo-grandense avalia o ensino nas escolas públicas como ruim e péssimo

Pouco mais de 55% dos leitores do portal desaprovam a qualidade do ensino nas escolas da Capital

24 OUT 2016
Diana Christie
14h20min
Foto: Geovanni Gomes

A maioria dos leitores do TopMídiaNews avalia o ensino nas escolas públicas de Campo Grande como ruim ou péssimo. De acordo com enquete disponível no portal durante uma semana, 35,09% dos participantes consideram o serviço público como ruim, 29,82% como regular e 19,30% como péssimo. Do total, 14,04% dos leitores considera o ensino bom e 1,75% ótimo.

O resultado da enquete não tem caráter científico, mas condiz com dados recentes sobre a educação no município. Neste ano, Campo Grande não alcançou as metas de qualidade de ensino para os anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) da Rede Municipal. Entre outros fatores, as notas ruins refletem o caos político dos últimos anos, que foram marcados por greves, problemas nas merendas e falta de segurança nas escolas.

O levantamento, divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), tem como base o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2015, que avalia a qualidade da educação nas escolas públicas de todo o país a cada dois anos.

Em 2013, a meta projetada para alunos do 1° ao 5° ano foi de 5.3 e batida por um décimo, 5.4. Para séries de 6° ao 9° ano, o índice também ficou acima do esperado, alcançando 4.7. Porém, em 2015, os resultados não foram tão satisfatórios. No caso de turmas do 6° ao 9° ano, o índice alcançou exatamente a meta que foi projetada, de 5.0. Já turmas do 1° ao 4° ano alcançaram 5.4, abaixo do 5.6 que foi estipulado.

Os problemas na gestão do ensino em Campo Grande vêm se acumulando desde 2013. Conforme relatórios da CGU (Controladoria-Geral da União), maioria das escolas públicas não realiza o armazenamento adequado dos alimentos destinados à merenda escolar, por exemplo, além de suspeitas de fraudes e superfaturamentos em licitações.

Greves de professores e administrativos também foram recorrentes nos últimos dois anos. Em 2016, a prefeitura enfrentou uma paralisação de 10 dias e, no ano anterior, a greve chegou a durar mais de 70 dias. Governo do Estado também teve que lidar com diversas paralisações e protestos de educadores por reajuste salarial.

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