(67) 99826-0686
PMCG - REFIS 01 a 30/07/2019

Campo-grandenses torcem por fim definitivo da taxa de bagagem e reclamam de preços altos

Os entrevistados contam que acabam deixando de voar para economizar nas viagens nacionais

16 JUN 2019
Dany Nascimento
15h15min
Foto: Wesley Ortiz

Após o Congresso Nacional aprovar Medida Provisória para proibir empresas aéreas de cobrar despacho de bagagem, os campo-grandenses comemoram a possibilidade de não arcar mais com a taxa, considerada abusiva pela população. Pelas ruas da cidade, a expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não atenda o pedido da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para vetar a medida.

Para Paulo Sérgio da Silva, a taxa cobrada na hora de agendar uma viagem prejudica o trabalhador. “Eu ganho R$ 1500, programo férias antecipada com minha família para conseguir arcar com as despesas. São quase R$ 200 só de taxa de bagagem, respeitando alguns limites ainda”.

O vendedor afirma que programou uma viagem para novembro, em família, e já comprou as passagens, arcando com um total de R$ 180 só de despacho de malas. “Eu comprei passagem e, se colocar no papel, estou pagando quase R$ 1 mil só para despachar as malas, é muito caro, realmente está na hora desse abuso sair do bolso do consumidor, que já paga caro na hora de comprar uma passagem aérea”.

Concordando com as afirmações de Paulo, Neuza Sales, 38 anos, diz que fez uma viagem de avião e ainda prefere trafegar de ônibus, mesmo encarando várias horas a mais para chegar no destino. “Não tem jeito, eles enfiam taxa de bagagem, taxa de embarque, mais o preço da passagem, acaba saindo muito caro. Eu viajei uma vez para o Rio de Janeiro, adorei claro, foi lindo, mas acabei gastando demais e agora, se tiver oportunidade de viajar novamente, mesmo sendo longe, eu vou de ônibus”.

O empresário Jean Paredes, 43 anos, afirma que prefere pegar a estrada de carro com a família, do que encarar valores altíssimos para voar. “Não tenho nem vontade por ter conhecimento da quantidade de taxas que são aplicadas no bolso do trabalhador. Se brincar, paga até para respirar dentro de um avião, prefiro pegar minha família, pegar meu carro e pegar estrada, é muito melhor”.

Veja também