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Campo-grandenses repudiam ensino domiciliar proposto por Bolsonaro

População acredita que a escola é o melhor método de desenvolvimento para as crianças

20 ABR 2019
Dany Nascimento
11h30min
Foto: André de Abreu

Ao tomar conhecimento de que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou na última semana, o projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no Brasil, os moradores de Campo Grande se posicionam contra a proposta, já que acreditam que a proposta não deverá funcionar com qualidade no país.

A educação domiciliar é uma modalidade de ensino em que pais ou tutores responsáveis assumem o papel de professores dos filhos, realizando o processo de aprendizagem das crianças fora da escola.

O publicitário Norton Bueno, 64 anos, acredita que a ideia não terá eficácia, já que a rotina do brasileiro é muito corrida. “Os pais não têm tempo para fazer isso, estão o tempo todo correndo atrás do sustento da família. Não acho uma boa proposta, acredito que em casa, antes do filho entrar na escola, os pais devem ajudar a criança a aprender a conhecer as letras, contar, escrever o nome, mas é na escola que a crianã consegue se desenvolver”.

O vendedor Luiz André de Paula, 45 anos, também reprova a proposta do presidente. “Não está certo, isso aí vai piorar a rotina dos cidadãos, antigamente, as crianças aprendiam em casa porque não tinham acesso a escola por morar em fazendas, mas hoje, o governo disponibiliza ônibus e escolas rurais, acho que tem que aumentar o número de veículo se escolas, mas manter a ida até o local de ensino, com profissionais extremamente capacitados para ensinar”.

O contabilista Alfredo Cantero, 54 anos, também não concorda com a proposta e acredita que a qualidade de ensino está dentro das escolas. “Não acho uma boa proposta, antigamente tinha isso nas fazendas, mas hoje não acredito que funcionará com qualidade”.


A estudante Isabelli dos Santos Rocha, 33 anos, também repudia a ideia e afirma que os filhos melhoraram muito após começar a frequentar a escola. “Eu tenho dois filhos, um de 9 anos e outro de 7 anos, tanto um quanto o outro, desenvolveram muito na escola, desenvolveram a fala, aprenderam muita coisa. Eu não gosto dessa ideia e não tentaria praticar”.

A proposta de Bolsonaro foi encaminhada para ser analisada no Congresso Nacional.

 

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