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Cliente compra porção de 1kg e recebe metade; comida 'diminui' após preparo, pode isso?

Consumidor recebeu quase meio quilo a menos do que era anunciado no cardápio do estabelecimento; o que diz o Procon?

12 MAR 2019
Amanda Amaral
17h00min
Foto: Wesley Ortiz

No anúncio da lanchonete, 1 kg, mas na mesa do cliente, quase metade disso. Esse foi o motivo de descontentamento do desenvolvedor de softwares Diogo Bernadelli, 32 anos, ao receber em casa o pedido de uma porção de petiscos fritos preparada pela 'Camões Lanches'.

Desconfiado com o peso do pacote, ele resolveu colocar na balança o que acabava de comprar, e descobriu que o quilo de frango, calabresa, carne e fritas anunciado era, na verdade, 630 g. Inconformado, fez avaliação negativa sobre o estabelecimento em aplicativo de delivery e se surpreendeu com a devolutiva.

“Para minha surpresa, o restaurante respondeu a minha reclamação alegando que os ingredientes foram pesados antes do preparo, e que após o preparo, eles ‘com toda certeza’ estariam mais leves. E o pior: ainda disseram que ‘o cliente tem que ter consciência do que diz na avaliação’. [...] Se eu pedisse uma porção de 300g corria o risco de vir apenas a embalagem vazia, nesta lógica”, relatou em publicação no grupo de Facebook ‘Aonde Não ir em Campo Grande’. 

Ele chegou a retornar mensagem aos responsáveis pela lanchonete, mas não houve resposta. A reportagem também tentou entrar em contato, mas sem sucesso.

Direito do consumidor

Nos comentários da publicação na rede social, iniciou-se debate sobre quem tem a razão, já que de fato produtos podem perder peso após o preparo, como no caso de frituras. O Procon de Campo Grande explicou qual deveria ser a conduta da empresa neste caso.

“A questão do peso é discutível, pois alguns processos modificam a natureza do produto. Contudo, se está anunciado o peso no cardápio sem especificar que é antes do preparo, é aquilo que o consumidor deve receber. A informação tem que estar clara, ou acaba se tratando de propaganda enganosa”, classifica o subsecretário de Defesa do Consumidor, Valdir Custódio.

Diogo entrou em contato com o Procon e foi instruído a comparecer ao local para abrir uma reclamação, intimando o fornecedor e posteriormente ter o valor devolvido. “Não é minha intenção, visto que é irrisório, mas sim coibir esta prática”, conclui.

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