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Com câncer de intestino, motorista não encontra bolsa de colostomia e situação é urgente

Sem dinheiro para comprar o item, que custa em média R$300, casal pede ajuda

23 MAR 2019
Nathalia Pelzl
09h30min
Foto: Wesley Ortiz

A dona de casa Jéssica*, de 38 anos, relatou o descaso do poder público e a falta de material também em alguns setores da APAE, em Campo Grande. O marido dela, motorista de 42 anos, que está afastado do serviço devido a um câncer no intestino, precisa da bolsa de colostomia, no entanto o material não está sendo fornecido desde outubro de 2018.

“Desde outubro não está tendo, eles estão dão outra bolsa que não é especifica, tem qualidade 50% inferior, fui lá essa semana e me informaram que não tem previsão de chegar esse mês”, desabafou.

Indignada, ela pensa em procurar a Defensoria Pública. Segundo ela, como precisa cuidar do marido acaba ficando impossibilitada de trabalhar, sendo a renda do casal apenas o salário que ele recebe do afastamento.

“De quatro em quatro dias a bolsa precisa ser trocada, não pode ficar sem e é urgente a situação dele. Não temos como comprar, tirar do bolso, cada bolsa custa em média R$ 300, temos o custo de água, luz e comida”, lamenta.

O que diz a SES

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o fornecimento da bolsa de colostomia está em processo de transição devido à descentralização do serviço hoje prestado pela Secretaria Estadual de Saúde para a CER/APAE, que vai atender todo o Estado.

Segundo a secretaria, durante esse processo podem ocorrer algumas faltas pontuais, mas em breve os materiais serão disponibilizados.

* A pedido da dona de casa, ela e o marido terão os nomes preservados.

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