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Cidade Morena

Concurso gera revolta e professores pedem suspensão da prova por suspeita de fraudes

Com mais de 14 mil inscritos, foram 75 aprovados no certame que levantou desconfiança dos participantes

30 janeiro 2019 - 15h17Por Amanda Amaral e Nathalia Pelzl

Desorganização e injustiça na elaboração e aplicação de concurso público da Rede Estadual de Ensino são os motivos de protesto em frente à SAD (Secretaria de Administração), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Cerca de 30 participantes se reúnem no local para cobrar o cancelamento da prova.

De maneira geral, os manifestantes alegam ter faltado transparência para justificar o baixo índice de aprovação, um total de 75 pessoas entre 14.730 inscritos. Eram 80 questões no certame, que exigia mínimo de 60% de acerto em cada área, mas as reclamações sobre o nível de dificuldade e até mesmo lógica nas perguntas e respostas foram muitas.

Professora de língua portuguesa há dez anos, Karilene da Silva disse que foi o pior concurso que já fez. “É a consequência de uma prova mal elaborada. Quando um professor elabora uma prova e a turma toda vai mal, responsabilidade recai sob o professor, e por que não foi assim nesse caso?”, questiona.

Ela acredita que houve erro na correção, relatando que acessou portal de correção pela primeira vez e conferiu que tinha 26 acertos, que depois caíram para 24, sem justificativa. Ainda, disse que não ficou claro o critério da seleção da vagas e adiamento nas publicações dos resultados.

Com 20 anos de experiência nas salas de aula, a professora de matemática Adriana Minano disse que a desorganização era clara. Mais de uma pessoa saindo da prova para ir ao banheiro ao mesmo tempo, provas desgrampeadas, má formatação na prova. “Parecia tudo copiado e colado, em algumas questões sequer havia referência, e as fontes eram de tamanhos diferentes”, reclama.

Outra professora de matemática, Juliana Pelissara disse que presenciou filas descabidas e até mesmo brigas. “Deixaram para pegar impressão digital no final, tinha gente preenchendo gabarito após o limite de tempo, não tinha nem relógio em algumas salas, com as pessoas tendo que perguntar o horário”, relata a participante.

A professora de geografia Sandra Pianta disse que ouviu reclamações que alguns gabaritos já estariam vindo preenchidos. “Como vamos acreditar que não ouve nada do tipo pra burlar o sistema? Em uma questão de geografia que era pra ser sobre o Estado [MS], citava o Rio de Janeiro, nada a ver”, conta.

Prova

O concurso teve taxa de inscrição de R$ 216 e tem segunda fase prevista para o dia 16 de fevereiro. O Governo do Estado e a empresa Funrio, que teria recebido R$ 5,7 milhões pela elaboração da prova, ainda não se posicionaram sobre o assunto até o momento.

Entre os 75 aprovados, foram oito de educação física, dois de filosofia, um de física, seis de geografia, 15 de história, 24 de português, três de matemática, um de química, sete de sociologia, um de artes.

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