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Educação Física

Objetivo era unir calouros e veteranos da UFMS, mas pornografia infantil estraga grupo no WhatsApp

Apesar de serem montagens e, em tom de brincadeira, denunciante diz que fato é grave para quem vai ser professor

25 janeiro 2019 - 19h00Por Thiago de Souza

Grupo no aplicativo WhatsApp, criado para recepcionar e promover interação entre calouros e veteranos do curso de Educação Física da UFMS, em Campo Grande, perdeu a graça, pelo menos para alguns participantes. Conforme denúncia anônima, figurinhas de crianças em cenas eróticas, aparentemente montagens, são postadas diariamente para cerca de 100 pessoas.

A denunciante alega que o que a incomoda, entre outras coisas, é o fato do curso ser licenciatura, ou seja, parte dos estudantes ali serão professores, e professores de crianças.

''Me sinto extremamente preocupada e enojada dessas atitudes". Sobre duas figuras que envolvem crianças, ela acredita que uma delas, enviadas ao TopMídiaNews, não se trata de uma montagem.

''A segunda, ainda que montagem, é de um mau gosto extremamente preocupante'', acrescenta a profissional.

Montagens com crianças incomodaram internauta. (Foto: Reprodução WhatsApp)

O grupo em questão é o Calouros 2019, que já existe há bastante tempo, mas a cada ano é atualizado em razão das novas turmas. Ele seria administrado por veteranos de diversos semestres do curso.

A reclamante destaca que não é só ela que se sente incomodada, há outras pessoas mas que temem sofrer represálias, caso denunciem.

''Esses alunos são bem fechados e não é a primeira vez que eles fazem represálias contra outros alunos'', conta. Diz ainda que alguns deles já publicaram ofensas no Facebook e nas páginas da UFMS contra colegas que se posicionaram contra esse tipo de brincadeira.

Veteranos dizem que calouros servem para pagar bebida e droga. (Foto: Reprodução WhatsApp)

''Esses casos estão, inclusive, na Justiça'', revela. Além das figurinhas de crianças com pênis ereto à mostra, há ainda apologia a bebida e à drogas.

''Tem mensagens deles dizendo que calouro deve pagar bebidas ou pagar drogas'', denuncia.

Um dos veteranos e administradores do grupo, Vinicius Monteiro, informou que desconhece postagens suspeitas e não viu nenhuma reclamação sobre isso ser registrada. 

Monteiro justifica que são muitos administradores e muitos membros, por isso fica difícil controlar todo o conteúdo postado por dia. Ele estima em 1.500 a 2 mil mensagens por dia.

O veterano informou que está à disposição de qualquer pessoa que queria fazer reclamações a respeito de conteúdo do grupo.

''[Se soubermos] vamos identificar. Não posso garantir que faremos denúncia em todos os casos, mas uma conversa no privado, uma orientação seria feita, com certeza alguma atitude seria tomada'', declarou. 

Entramos em contato com a assessoria da UFMS, que prometeu verificar o caso.