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Cidade Morena

Leishmaniose pode ficar 'invisível' e ambiente sujo contribui para doença, alerta veterinária

Animais podem demorar a mostrar sintomas clínicos; saiba cuidados para proteger seu bichinho de estimação

30 novembro 2019 - 18h10Por Nathalia Pelzl

A Leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Transmitida pela picada de mosquitos  infectados, a enfermidade pode causar problemas como a perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos, crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo. Em casos não tratados, pode causar a morte do animal.

Conforme informações da médica veterinária e gerente de zoonoses do CCZ (Centro De Controle De Zoonoses), Ana Paula Nogueira, é preciso estar alerta no momento de buscar informações sobre a doença.

“Às vezes, a gente vê alguma coisa que não procede, o ideal é pesquisar fontes oficiais. Na internet tem muita falácia. Mosquitinho da leishmaniose se prolifera em matéria orgânica, até mesmo um pedaço de madeira jogado no quintal pode servir de moradia, ou mesma uma fruta podre”, destaca.

Sem ficar em evidência em uma época do ano, segundo a veterinária, o cuidado com a doença precisa ser durante o ano inteiro.

“A Leishmaniose está presente o ano inteiro, existe o alerta sim. As pessoas precisam cuidar dos animais e do ambiente em que vivem. Essa doença está sempre associada a um fator de pré-disposição no ambiente, ou seja, ambiente insalubre, onde a pessoa não realiza limpeza, quintal com criação de galinhas. Quando tem árvores com frutas, precisa ser feita a limpeza diária”, reforça.

De acordo com a especialista, outro fator que contribui é a falta de sintomas clínicos no animal ou a demora na manifestação da doença.

 “O animal pode permanecer muitos meses sem demonstrar os sintomas clínicos, nesse sentido o diagnóstico pode demorar. O animal é picado e fica encubando a doença. Tem uma quantidade muito grande dos animais que tem a doença, no entanto, eles não mostram nenhum sintoma clínico durante vários meses”.

Por isso, a orientação é que os tutores procurem estar sempre levando os animais para atendimento. O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde.

“No CCZ temos atendimento para os animais. Caso a pessoa descubra que o animal está doente é preciso proceder ou com a eutanásia ou procurar tratamento com algum veterinário. É um tratamento muito sério e a pessoa precisa ir ao profissional, não adianta ir a uma amiga, vizinha e dar qualquer medicamento. Sucesso do tratamento depende do acompanhamento”, finaliza.

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