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De casa em casa, agentes já vacinam cães e gatos em Campo Grande

Os servidores devem estar uniformizados e portando a identificação funcional durante a campanha antirrábica

24 JUN 2019
Sesau
18h50min
Foto: PMCG

Lançada oficialmente na última semana, a campanha de vacinação antirrábica deste ano tem como meta vacinar 80% da população canina e felina, estimada em 160 e 40 mil, respectivamente, em Campo Grande. Nesta segunda-feira (24), os agentes do Centro de Controle de Zoonoses e Bem-Estar Animal (CCZ) estão percorrendo a região do Bairro Nova Lima, vacinando os cães e gatos de casa em casa.

Durante toda a campanha, os agentes do CCZ percorrerão as sete regiões urbanas do município fazendo a vacinação. Os servidores devem estar uniformizados e portando a identificação funcional. Nos imóveis fechados ou sem a presença dos moradores, os agentes estão deixando um informe, reforçando a importância da vacinação e orientando os moradores a procurarem diretamente o órgão para imunizar os animais.

Segundo a coordenadora do CCZ, Iara Helena Domingues, a única forma de manter o controle da doença em Campo Grande é com a vacinação dos animais. As doses são gratuitas e protegem os animais contra a raiva, que é fatal.

“Mais uma vez chamamos a atenção da população sobre a importância de manter os animais protegidos contra a raiva. Lembrando que o serviço é gratuito e oferecido o ano todo no CCZ”, disse.

A coordenadora ressalta que  todos os cães e felinos com mais de três meses devem receber as doses, inclusive cadelas e gatas prenhas ou em lactação. Na campanha do ano passado (2018),  foram 101.778 cães e 34.900 gatos vacinados.

Consciência

A dona de casa Marcia Ramires Echeveria, 65 anos, foi uma das tutoras que receberam a equipe do CCZ na tarde desta segunda-feira no Bairro Nova Lima. Dona de três cães, dois machos e uma fêmea, a dona de casa sabe da importância de manter os seus animais protegidos.

“Todo ano eu faço de tudo para vacinar estes cachorros. A gente tem que aproveitar que é de graça,ai evita o pior. A gente aqui tem muito apego aos bichinhos. Não dá pra bobear (sic)”, complementa.

Casos

O último caso de raiva humana no Município foi registrado em 1968. Já em cães e gatos, o último caso ocorreu 1988, onde após 23 anos, ocorreu um caso isolado em 2011 de raiva canina, cujo cão adquirira a doença por meio do contato com um morcego contaminado com o vírus.

Incurável nos animais e fatal em 100% dos casos, a doença é uma zoonose e, portanto, também pode afetar os seres humanos. A raiva é letal e o vírus pode ser transmitido para os seres humanos a partir da mordida, lambida ou machucados causados por mamíferos contaminados. Já o contato com a pele do animal não oferece riscos.

Atendimento no CCZ

Os donos de animais indicados para vacinação também podem levá-los até o CCZ – localizado Avenida Filinto Muller, 1601 – Vila Ipiranga. O centro funciona todos os dias da semana, das 7h às 21h, sendo que sábados, domingos e feriados, a abertura ocorre uma hora mais cedo.

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