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DEFESA REBATE: tenente da PM que matou jovem ao mostrar arma 'não ficou impune'

É o mesmo que causou acidente com morte da professora Suellen Vilela Brasil

03 junho 2020 - 17h49Por Thiago de Souza
A defesa do tenente da Polícia Militar, Alexander Nantes Stein, 32 anos, afirmou que o militar cumpriu medidas impostas pela Justiça, para que o processo por homicídio de Juan Barros Barbosa, 24 anos, fosse encerrado. Stein é o mesmo que causou acidente com morte da professora Suellen Vilela Brasil, de 32 anos, em 30 de maio deste ano, em Campo Grande. 
 
O advogado Pedro Paulo Sperb Wanderley rebateu uma fala da família de Juan que, em matéria no TopMídiaNews, havia lamentado o fato do militar ter saído impune da acusação.
 
Pedro Paulo destacou que houve uma suspensão condicional do processo. 
 
''Não houve impunidade...Ele chegou ao final cumprindo tudo o que tinha de cumprir. Então não houve esse arquivamento que a família do Juan Barros está falando...houve arquivamento após todos os trâmites legais'', detalhou Wanderley. 
 
Família sofre
 
O cunhado de Juan havia lamentado a impunidade ao militar.
 
''Além de o crime ficar impune, ele como prêmio foi promovido a tenente da PM. A nossa revolta é que quando Juan morreu não deu em nada, não foi punido e não houve apuração dos fatos. A história se repete, mais uma vez esse cara, bêbado, mata uma pessoa'', disse.
 
Leandro afirma também que a morte de Juan nunca ficou bem esclarecida ao ponto de vista da família, e que tudo pode ter acontecido no local do crime. 
 
''Não entra na cabeça, que como um PM com treinamento possa cometer um erro desses. Será que foi acidental mesmo ou será que houve outra coisa? Não sabemos e já foi arquivado''.
 
A família de Juan está disposta a ajudar parentes e acusação de Suellen Vilela para fortalecer a condenação e prisão de Alex.
 
Morte de Juan
 
Segundo denúncia do Ministério Público, era por volta das 0h30 do dia 6 de maio de 2012, quando o PM, que estava em uma festa entre amigos no bairro Marcos Roberto, começou a exibir uma arma de fogo. Ele chamou as testemunhas para o quarto onde a pistola .40 estava guardada e passou demonstrar como a utilizava.
 
Em determinado momento Alexander explicou sobre as travas de segurança, chegando a apertar o gatilho e não ocorrendo nenhum disparo, mas logo em seguida retirou o carregador, destravou a arma, apontou para frente e disse (assim dispara), apertando o gatilho e acertando Juan no abdômen”, disse uma testemunha. A acusação garante que neste dia, o hoje tenente da PM estava embriagado.
 
 
 
Professora Suellen 
 
Suellen sofreu o acidente próximo da região das Moreninhas, em Campo Grande. O tenente da Polícia Militar Alexander Nantes Stein, 32 anos conduzia o veículo que bateu na traseira do carro dela.  A professora perdeu o controle e bateu em uma árvore no canteiro central da avenida. Ela não resistiu aos ferimentos.
 
Segundo o Boletim de Ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez e recusou passar pelo teste do bafômetro. A defesa dele nega embriaguez e alta velocidade. 

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