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quinta, 25 de fevereiro de 2021
Cidade Morena

Rapaz de CG desaparecido, Maurício foi achado morto e mãe não tem dinheiro pro translado

Joana foi enganada por ligações e espera ajuda da Defensoria para transladar o corpo do seu filho

27 janeiro 2021 - 09h00Por Vinicius Costa

Joana Marcelino de Souza recebeu a notícia que nenhuma mãe gostaria de ouvir, que foi a do seu filho ter sido encontrado morto. O corpo de Maurício de Souza Neto, que estava desaparecido desde o fim de novembro em Florianópolis, foi achado pela Polícia Civil de Santa Catarina enterrado em estado de decomposição há pelo menos dois meses.

Para o TopMidiaNews, Joana contou que, na época, recebeu uma ligação de alguém que afirmou estar com o seu filho e que só liberaria diante de um depósito - quantia que não foi revelada. A mulher relatou que a voz ao fundo no outro lado da linha parecia com a do seu filho, momento em que ficou desesperada.

A ligação indicava que Maurício poderia estar sendo mantido em cárcere. A mulher então fez o depósito e foi informada que seu filho estaria sendo entregue em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade. No entanto, tudo não passou de mentira. Com a ajuda de outras pessoas, ninguém viu ou sequer soube da entrada do seu filho na unidade.

Dias depois, Joana recebeu uma nova ligação, todas feitas neste ano, e ouviu do homem da outra linha que exigia um novo depósito de R$ 1 mil, feito pela mãe desesperada. "Eu quero o dinheiro para pagar tudo o que ele fez".

Angústia e sofrimento

O sofrimento ficou ainda maior quando Joana Marcelino de Souza recebeu uma ligação da Polícia Civil de que teria achado o corpo de Maurício enterrado e, que após todo o procedimento, foi constatado que o corpo estava em estado de decomposição há pelo menos dois meses.

A mãe não sabia o que de fato teria acontecido, mas conforme os dias foram passando, ficou sabendo que ele foi morto com um tiro e que tudo aconteceu por um suposto envolvimento com uma mulher.

Joana contou também para a reportagem que Maurício tinha parte da visão prejudicada e que usava drogas, mas de forma pessoal, não tendo histórico de brigas ou envolvimento com outras pessoas.

O corpo do rapaz está, atualmente, no IML (Instituto Médico Legal) de Santa Catarina desde o dia 13 de janeiro.

Pedido na Defensoria

Com situação financeira prejudicada pelas ligações dos envolvidos e o fato de estar desempregada, Joana não consegue fazer o translado do corpo e,por isso, recorreu a Defensoria Pública de Santa Catarina, porém, seu pedido foi negado no início desta semana. Portanto, a única saída foi entrar com um pedido na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul e trazer seu filho para Campo Grande para um enterro digno.

A mãe não pede nada, só um último adeus para seu filho. "Estou grávida de um mês e não tenho condição nenhuma [de fazer o translado], estou desempregada. Eu só queria meu filho de volta", lamentou.