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Desassoreamento dos lagos do Parque das Nações é concluído dois meses antes do prazo

Foram retirados 135 mil metros de areia, numa operação que exigiu 12.500 viagens de caminhão até o local de descarte

15 AGO 2019
PMCG
11h35min
Foto: Denilson Secreta/PMCG

Com dois meses  de antecedência, em relação ao planejamento inicial, a Prefeitura de Campo Grande concluiu o desassoreamento dos lagos do Parque das Nações Indígenas, de onde foram retirados 135 mil metros de areia, numa operação que exigiu 12.500 viagens de caminhão até o local de descarte, nos fundos do Cetremi. Sobrou apenas o piso compactado do lago (que tem de 3 a 5 metros de profundidade), que não pode ser retirado porque está sobre um solo brejoso natural. Os filetes de água que já se vê em toda sua extensão é o leito natural do Córrego Prosa.

Até a próxima semana, será feito o acabamento do serviço, com nivelamento de alguns pontos, replantio de grama nos taludes, reparos em meio fio e aplicação de capa asfáltica nas cabeceiras das pontes de travessia.

Encerrada esta fase, o lago será entregue oficialmente ao Imasul (que gerencia o Parque das Nações), que fará  reparos nas paredes de gabião no entorno do espelho d’água. Fechadas as comportas (uma espécie de registro gigante), em dois dias o lago  estará cheio, com 250 mil metros cúbicos de água retidos do Córrego Prosa, readquirindo as características de um dos cartões postais da Capital

Do lago principal, que se espalha por 5 hectares, foram retirados aproximadamente 115 mil metros de cúbicos de areia, o que exigiu 11 mil viagens de caminhão. O trabalho no lago menor, iniciado dia 11 de junho,  terminou duas semanas  depois, dia 25. Foram retirados 15.474 metros cúbicos de areia, exigindo 1.500 viagens de caminhão.

Segundo o superintendente de Serviços Públicos da Sisep, engenheiro civil  Medhi Talayeh, responsável pela coordenação, para concluir o serviço de forma antecipada, nos últimos 20 dias foi montada uma força-tarefa que mobilizou 50 trabalhadores  e  44 equipamentos  (entre caminhões  e máquinas).

A recuperação dos lagos do  Parque das Nações Indígenas vai exigir  um investimento de R$ 8 milhões, recurso da Prefeitura (R$ 5 milhões ) e do Governo do Estado (R$ 3 milhões).  O projeto inclui a construção de  um piscinão  no Córrego Réveillon, na esquina das avenidas Mato Grosso com Hiroshima; obras de controle de erosão e recomposição vegetal das margens do Córrego  Joaquim Português; e implantação de uma comporta de regulação do nível do lago, tão logo o desassoreamento esteja concluído.

Para evitar que os lagos voltem a ficar  assoreados , com o carreamento de areia junto com a enxurrada  que desce dos bairros do entorno do Parque dos Poderes, serão executados dois projetos  nos córregos  Réveillon e Joaquim  Português, cujas águas formam o lago.

No Réveillon, a Prefeitura implantará um piscinão, inicialmente projetado para armazenagem de 22 mil metros cúbicos de água. No Joaquim Português,  o Governo do Estado vai executar obras de controle de erosão e replantio da vegetação nas margens. Os projetos já estão sendo contratados e a licitações devem ocorrer até dezembro de 2019.

Com as intervenções programadas, segundo Rudi Fiorese, além de recuperar  um  cartão postal da Capital, os lagos terão um papel importante no controle de enchentes de afluentes do Córrego Prosa, que  em dias de chuva mais intensa, transbordam na região do Shopping Campo Grande.  Terão capacidade para armazenar 65 mil metros cúbicos de água, o equivalente a três vezes a capacidade do piscinão que será construído nos altos da Avenida Mato Grosso.

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