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terça, 01 de dezembro de 2020
Cidade Morena

Em protesto, família de PM morto pede expulsão de advogado da OAB-MS

Pela função, ele foi beneficiado pela sala de Estado Maior; mãe de PM manda recado para mãe do advogado preso

26 outubro 2020 - 10h27Por Rayani Santa Cruz e Willian Leite

Familiares do PM morto em acidente de trânsito provocado pelo advogado Helder da Cunha Rodrigues, 38 anos, realizaram protesto em frente à OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), em Campo Grande, nesta segunda-feira (26).

A família clama por justiça e não concorda com a prisão em sala de Estado Maior dada a Helder. Esse tipo de prisão é um direito do advogado de não ser recolhido preso, antes da sentença transitada e julgada. A sala de Estado Maior é um local com instalação e comodidade digna, e no caso de não haver, o advogado pode ter a prisão domiciliar até o julgamento.
Helder dirigia sem CNH e havia consumido bebida alcoólica ao causar o acidente que matou Luciano Abel de Carvalho Nunes, 29 anos.

Hoje, cerca de 20 familiares se reuniram na frente da OAB-MS pedindo a expulsão do advogado e a perda do registro da OAB. Eles não acham justo a prisão em sala de Estado Maior. 
A mãe da vítima Edeves Carvalho, 55 anos, deu um recado a mãe de Helder e a OAB-MS.

Mãe de PM clama por Justiça

“Espero que a OAB-MS venha falar comigo porque eles ofereceram ajuda para o advogado que matou meu filho, mas não me procuraram. Meu filho está morto! Não tem o que fazer, ele apagou o sonho do meu filho. Eu quero dar um recado para a mãe do Helder. Quero que ela fale com ele, para cumprir a pena dele até o final porque não é justo ficar impune. A lei do universo não deixa ficar impune. A minha família foi dilacerada”.

Irmão de PM morto diz que advogado não cumpriu a lei

O irmão de Luciano, o cabo da PM Lincon Ariel disse que o advogado era defensor da lei e sabia que estava agindo errado ao pegar a direção. “Ele é defensor da lei e sabia que estava completamente errado. Queremos a exclusão de sala de Estado Maior e que a OAB se pronuncie sobre o caso”, disse.  

Conforme a família, no código de ética dos advogados existe um artigo que prevê que o profissional que cometa infração vergonhosa seja expulso da ordem. 

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