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Empresário afunda restaurante de luxo e deixa rastro de dívidas em Campo Grande

O que Rejala esconde em seus bonitos vídeos nas redes sociais é o quadro financeiro do Nazca

22 MAI 2019
Vinícius Squinelo
11h10min
Restaurante fecha na Capital, mas não paga as contas Foto: André de Abreu / Facebook

Um rastro de dívidas, protestos e até cheque sem fundo. Esse é o estado atual do Nazca Cocina Nikkei, restaurante de luxo de Campo Grande. Para completar o vexame, teve até um sócio acusando outro, mas depois de dar um calote daqueles na própria parceira.

Mesmo com toda a situação, o administrador da empresa segue fazendo eventos e divulgando via redes sociais. Inclusive anunciou o fim da empresa, apenas como uma ‘paralisação’, e sem citar o montante de problemas acumulados nos últimos meses. “Após dois anos de muita alegria, fará uma pausa nas suas atividades”, resumiu Edu Rejala.

O que Rejala esconde em seus bonitos vídeos nas redes sociais é o quadro financeiro do Nazca, e o rastro de problemas deixados pela empresa. São nada mais, nada menos do que dois protestos, seis restrições financeiras, cheques emprestados pela sua parceira que o mesmo usou supostamente até para pagamento de torneio de Poker e não cobriu, mais cheques emprestados que o não honrou, duas pendências, uso de cheques emprestados por sua parceira, até sem fundo, sem contar um boletim de ocorrência envolvendo os dois sócios da empresa.

A TRETA
No dia 25 de abril, Edu Rejala registrou um boletim de ocorrência contra sua sócia, Roberta Pinto, afirmando que ela teria encostado ‘um caminhão no local’ (Nazca) e levado diversos equipamentos. O problema é que no próprio B.O., Edu confirma que devia para Roberta, e que o restaurante passava por ‘dificuldades financeiras graves’.

No boletim, está registrado que Eduardo não cumpriu com pagamentos devidos a Roberta, que decidiu então sair da sociedade. 

AS CONTAS
O que os vídeos de Edu Rejala não mostram nas redes sociais é o tamanho da capivara deixada pelo restaurante Nazca. Só com o Sicredi, são cinco restrições financeiras, e mais uma com o Santander.

Na praça de Campo Grande, dois protestos já foram feitos contra a empresa, número que deve aumentar nos próximos dias, após o anúncio da ‘pausa’ do restaurante. A Rotele Distribuidora de Bebidas já registrou oficialmente duas pendências financeiras com a empresa.

Pra completar, um cheque do Itaú Unibanco deu uma de ‘voador’, e bateu sem crédito, já constando também como pendente.

A reportagem tentou contato com o empresário Edu Rejala, porém o celular estava desligado.

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