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'Empresas sinalizam aumento de tarifa de ônibus coletivo', diz vereador

Chiquinho Telles afirmou que as empresas alegam prejuízo com a diminuição de usuários do ônibus coletivo

9 NOV 2016
Dany Nascimento
11h14min
Foto: André de Abreu

O vereador Chiquinho Telles (PSD), que pertence a Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal de Campo Grande, afirmou que ouviu muito 'chororô' durante reunião com as principais entidades do setor de transporte coletivo, que demonstram intenção de aumentar a tarifa de ônibus coletivo, que atualmente custa R$ 3,25.

Conforme o parlamentar, o próximo passo é solicitar ao prefeito Alcides Bernal (PP), informações sobre o investimento feito no setor, já que uma parte do montante arrecadado mensalmente é destinado para a prefeitura da Capital. "Parte desse montante vai para a prefeitura, que recebe R$ 20 milhões e queremos verificar qual foi o investimento feito no setor, já que esse dinheiro retorna, queremos saber o que foi melhorado com o recurso".

Chiquinho destaca ainda, que as entidades reclamaram de queda de clientes utilizando o transporte. "Eles reclamaram que caiu o número de passageiros e isso é fato porque pagam caro para utilizar o transporte, que não vale a pena. As pessoas preferem adquirir uma motocicleta ou até mesmo um carro, porque não tem qualidade no serviço prestado na Capital. Se oferecer um transporte de qualidade, as pessoas vão utilizar, mas como não tem, as pessoas procuram outros meios".

Para o vereador, nos últimos anos, as entidades colocaram o lucro como prioridade e esqueceram de investir no setor. "Eles colocaram lucro como prioridade, esqueceram totalmente de investir na qualidade e por isso tem todo esse chororô agora. Eles demonstram total intenção de aumentar o transporte, mas isso não será possível".

Sobre o valor que deve ser sugerido de aumento, Chiquinho ressalta que nenhum valor foi cogitado. "Eles não falaram em valores, mas demonstram com as reclamações que querem aumentar. Eu já me posiciono desde já contra qualquer tipo de aumento, as pessoas estão cansadas, o rombo é sempre no bolso do consumidor"

O TopMídiaNews tentou contato com o presidente da Assetur, João Rezende, porém, até o fechamento da matéria não foi possível contato.

 

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