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Estelionato, ameaça e difamações: fim de restaurante acaba em delegacia e Justiça

Edu Rejala é acusado de dar um rombo de pelo menos 150 mil reais em investidores, além de fraude contratual

23 MAI 2019
Vinícius Squinelo
15h00min
Documento comprava dívida de 150 mil reais Foto: André de Abreu

Uma sociedade que acabou em confusão, ameaças, difamações, injúrias, prejuízo e até estelionato. Esse foi o fim do Nazca Cocina Nikkei, luxuoso restaurante em Campo Grande. Responsável direto pelo negócio, Edu Rejala é acusado de dar um rombo de pelo menos 150 mil reais em investidores, além de fraude contratual.

Quem conta a história é Roberta Pinto, sócia e investidora do restaurante, que foi procurada pelo TopMídiaNews. Segundo ela, o negócio foi sacramentado em agosto de 2017, quando fez um aporte de 150 mil reais no empreendimento, após ter sido procurada por Rejala. Depois dali, conforme Roberta, só problemas, que terminaram na delegacia e em futuros processos judiciais.

Conforme Roberta, após o aporte inicial, Rejala ficou responsável pela administração do restaurante. Isso por conta de uma forte depressão que obrigou Roberta a realizar um tratamento especializado. “Nesse período não foi me apresentado nenhum balancete da empresa, mesmo eu cobrando”, acusa ela.

(Roberta mostra pasta de documentos / Foto: André de Abreu)

Em dezembro daquela ano, Roberta então pediu, via advogado, que o valor investido no Nazca fosse devolvido por Rejala. O acordo foi assinado, com prazo para 90 dias, porém não cumprido. Revogado algumas vezes, não foi cumprido até o final de 2018.

Com documentos nas mãos, Roberta mostra a confissão de dívida assinada por Rejala. “No fim de 2018 eu dei um basta e falei que ia vender minha parte no Nazca, foi quando voltei pra empresa e descobri um rombo de mais de 170 mil reais, inclusive para pessoas físicas e até agiotas, onde ele deu meu nome e eles me cobravam no restaurante, inclusive por dívidas que sequer sabia se eram da empresa ou pessoais do Eduardo, que ele pegou pra sua vida pessoal e eu era cobrada sem nem saber o motivo”.

A empresária afirma que penhorou um carro para colocar o pagamento dos funcionários em dia. “Eles inclusive iriam parar de trabalhar, e ele (Rejala) indo viajar no mesmo dia, sendo que eu havia voltado para tentar vender a minha parte para terceiros, e encontro o restaurante neste estado. Como esse cara vem falar que eu afundei ele em dívidas”, dispara Roberta.

“Eu estou estarrecida, mas tudo será resolvido pelos meios legais, a Justiça”, afirmou.

(Roberta e seu advogado, Alfio Leão / foto: André de Abrei)

O BURACO
Iniciando 2019, a situação somente piorou. “Um dia eu estava na empresa e chegou um homem falando que havia comprado a parte do Nazca, com documento e tudo”, afirmou Roberta.

“Claramente houve um estelionato e uma fraude documental”, afirma o advogado cível e criminalista Alfio Leão, que defende a empresária.

“Depois de todo esse problema, ele (Edu) ainda fez uma venda ilegal”, acusa Roberta. “E pra onde foi esse dinheiro’, questiona.

Hoje, o restaurante está fechado, em uma ‘pausa’, conforme Rejala, mas a empresária não viu a cor do dinheiro. Rejala abriu uma filial do Nazca no Rio Grande do Norte.

(Os sócios, Edu Rejala e Roberta Pinto / fotos: reprodução e André de Abreu)

NA POLÍCIA
O caso já acabou na Polícia. Rejala acusa Roberta de ter ‘parado um caminhão’ na porta do restaurante e levado bens de valor. “Foi o que combinamos, como parte do pagamento inclusive”, rebate Roberta. Já Roberta registrou outros B.O.s, inclusive por injúria e difamação. 

JUSTIÇA
Conforme o advogado Alfio Leão, Rejala será acionado civil e criminalmente. “Estamos só finalizando o levantamento de alguns documentos e fontes testemunhais, mas os processos serão impetrados nos próximos dias”. Confirmou.

De criminal, ainda conforme o advogado, serão elencados os crimes de extorsão, fraude, injúria e difamação. Isso além do processo civil referente ao dinheiro investido no restaurante.
Procurado via Whatsapp, Edu Rejala afirmou que “não quer posicionar sobre este assunto tendencioso”

 

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