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sexta, 18 de setembro de 2020
Cidade Morena

Foliões pedem respeito e fim do assédio, em especial no Carnaval

Acompanhada de duas amigas, a estudante Isabelle Diniz, de 19 anos, relatou que situações de assédio são comuns, principalmente nas baladas

02 março 2019 - 17h15Por Nathalia Pelzl e Rodson Willyams

Primeiro ano de Carnaval que está valendo a Lei de importunação sexual,  que prevê punição para quem cometer assédio, conforme artigo 215-A do código penal,  descreve que “Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, para evitar e combater o que acontece durante todo o ano, e fica em evidência nesta época do ano.

Pensando nisto diversas campanhas de incentivo ao respeito foram criadas, e a frase NÃO, é  NÃO, está sendo repetida como um grito por liberdade.

Nas ruas de Campo Grande, nós conversamos com os foliões, em especial as meninas, vítimas mais comuns do assédio, para saber o que pensam a respeito.

(Foto: André de Abreu)

A advogada Ana Paula Aoki, de 29 anos, confirma nunca ter passado por situações deste tipo, no entanto, destacou que o respeito e o cara entender quando a menina não quer é fundamental.

Já Fernanda Motta, de 31 anos, fala que com ela o ‘negócio é mais embaixo’ e que, quando o cara vem forçando a barra, ela tende a ser grosseira.

(Foto: André de Abreu)

“Eu sou bem grossa, falo não e saio andando para que o cara entenda, infelizmente ainda é uma situação comum, respeito é fundamental”, destacou.

Acompanhada de duas amigas, a estudante Isabelle Diniz, de 19 anos, relatou que situações de assédio são comuns, principalmente nas baladas, apesar de dizer não os rapazes costumam insistir de forma inconveniente.

“É comum, todo mundo sabe que as mulheres passam por essas situações, só que ninguém faz nada”, ponderou.

Empatia e respeito, esses são os sentimentos que Fernando Felipe Rodrigues, de 17 anos, diz ter pelas mulheres. Segundo ele, os caras que agem forçando a barra, agem com “babaquice”.

(Foto: André de Abreu)

“Principalmente no Carnaval, não deveria existir isso, as pessoas vem para se divertir. Temos que aprender a se colocar no lugar do outro”, finaliza.

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