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Cidade Morena

Discussão sobre castração de capivaras saiu de foco, mas monitoramento precisa ser ampliado

Vereador defende ampliação de monitoramento das capivaras para evitar casos de Febre Maculosa

07 abril 2019 - 15h15Por Rodson Willyams

O vereador Francisco Veterinário (PSB), que preside a Comissão Permanente de Defesa, Bem-Estar e Direitos dos Animais da Câmara Municipal, discute, há dois anos, a ampliação do monitoramento das capivaras que hospedam parasita que pode representar ameaça à saúde pública em Campo Grande. O carrapato-estrela é responsável pela transmissão da Febre Maculosa, desde que o mesmo esteja infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii.

Segundo o parlamentar, "o que foi discutido na audiência pública com relação às capivaras foi os aspectos epidemiológicos relacionados a presença de capivaras na área urbana de Campo Grande. Tudo em razão delas serem hospedeiras do carrapato-estrela, que provoca a Febre Maculosa, que no ano passado fez várias vítimas no interior de São Paulo".

Ele explica: "o nosso problema não é com a capivara, mas sim com o carrapato. Nós necessitamos de monitoramento desses animais e da área onde habitam. A UFMS já realiza um projeto de monitoramento, mas precisa ser ampliado".

O parlamentar rejeitou a iniciativa de castração dos animais. "Nós nunca chegamos a falar sobre a castração destes animais, alguns outros locais fizeram e não deu certo. Então, nós fizemos a coisa certa. Nós conversamos com a Academia Sul-Mato-Grossense de Medicina Veterinária para ver o que a gente podia fazer, mas seguimos conversando".

Ocorrências

Apesar da grande preocupação, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, em dois anos, a rede de saúde registrou apenas um caso, em 2018, em que o paciente seria residente em Campo Grande, mas a infecção teria acontecido na zona rural de Sidrolândia. 'Evoluiu com cura', diz a nota.

A doença

De acordo com o site do médico Drauzio Varela, para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os mais jovens e de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos. Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas.

Essas lesões podem apresentar o componente petequial (petéquia é uma pintinha hemorrágica parecida com uma picada de pulga) e, às vezes, ocorrem pequenas hemorragias subcutâneas no local das maculopápulas petequiais.

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, dengue hemorrágica, por exemplo). Não vacinas e dependendo do caso, não tempo para resultados de exames porque demoram e diagnóstico devem ser com base achados clínicos e dados epidemiológicos da doença.

Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte (bois cavalos etc.), cães, aves domésticas, roedores e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais.

A Sesau informa que os animais liberados para frequentar os parques dentro do projeto Parcão, as regras informam que todos animais deverão estar vacinados. Até o momento, o único local é o Parque Sóter, e segundo a Sesau, o parque não abriga capivaras.

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