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Cidade Morena

Militares de MS são enviados para ajudar venezuelanos em Roraima

Sete militares foram encaminhados na semana passada, 226 militares embarcaram hoje e um total de 14 devem deixar Campo Grande na próxima semana

25 janeiro 2019 - 09h38Por Dany Nascimento

A manhã desta sexta-feira (25) foi de lágrimas na ALA 5 da Base Aérea de Campo Grande, com a cerimônia de despedida dos militares que integram o 1º escalão do 4º Contingente da Força Tarefa Logística Humanitária, que foram selecionados para  a “Operação Acolhida” e embarcaram para Roraima/RR.

Familiares e amigos se despediram de 226 militares que se dedicam a operação que presta assistência aos imigrantes venezuelanos e devem permanecer fora da Capital por três meses. A família do 3° sargento Jean Lucas participou da cerimônia de coração apertado e destaca que já aguarda a volta do militar. 

“Estamos tristes, mas sabemos que é por uma boa causa, estamos ansiosas pela volta dele já”, diz a esposa Natália.

Jean disse ao TopMídiaNews que viaja com o coração apertado e aproveita o momento para encher a esposa e o pequeno João Lucas de beijos e abraços. “Coração vai apertado, mas o sentimento de ajudar o próximo nesse dever ajuda muito, vamos ficar três meses ajudando os venezuelanos”.

João Lucas completa um ano de idade em abril, sem a presença de Jean. “Meu filho vai fazer um ano em abril, mas eu acredito que ainda estarei lá”.

Assim como a família de Jean, os familiares do sargento Thomaz já falam em saudade, antes mesmo do embarque do militar. “Embarco agora com o coração apertado, veio hoje aqui minha esposa, minhas duas filhas, minha tia e prima. Em três meses voltamos”.

A esposa de Thomaz, Cristiane Franklin Thomaz, 38 anos, destaca que o marido nunca viajou para missão sem levar a família para o destino. “Essa é a primeira vez que ele vai sem levar a gente, normalmente vamos para a cidade. Mas faz parte da carreira”.

O general do exército, comandante militar Lourival Carvalho Silva, destaca que foram designados militares de diversas áreas. “Tem militares da área de odontologia, psicólogos, assistentes sociais, entre outros. Eles ficam três meses lá, oferecendo apoio aos venezuelanos, fazendo o trabalho no território brasileiro. Eles foram treinados para essa missão”.

Operação Acolhida

Instrumento de ação do Estado brasileiro, a Operação Acolhida destina-se a apoiar - com pessoal, material e instalações - a montagem de estruturas e a organização das atividades necessárias ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Tal conjuntura é decorrente do fluxo migratório para o Estado de Roraima, provocado pela crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela. Por meio da Medida Provisória (MP) nº 820, de 15 de fevereiro de 2018, o Brasil instituiu o Comitê Federal de Assistência Emergencial, que decreta emergência social e dispõe de medidas de assistência para acolhimento a esse segmento-alvo. As medidas desempenhadas pelos governos federal, estaduais e municipais acontecerão pela adesão a instrumento de cooperação federativa. Os Decretos nº 9285 e nº 9286, da mesma data da MP, constituem parte da legalidade e da amplitude impostas aos atores comprometidos com essa ação. Ao todo, são 12 ministérios que integram o Comitê Interministerial. O primeiro decreto reconhece a situação crítica, enquanto que o segundo define a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial.

No próximo dia 25 de janeiro, às 11 h, o Comando Militar do Oeste (CMO) realizará, na ALA 5, em Campo Grande (MS), a solenidade de despedida aos militares que integram o 1º escalão do 4º Contingente da Força Tarefa Logística Humanitária, “Operação Acolhida”, desencadeada em março de 2018 pelo Ministério da Defesa, que presta assistência aos imigrantes venezuelanos em Roraima (RR).

Autoridades civis, militares e familiares estarão presentes na solenidade que tem como objetivo, prestar homenagem aos militares que, deixam o seio familiar e o conforto de seus lares, e seguem para Roraima com a finalidade de acolher os venezuelanos.

Neste primeiro momento, 107 militares embarcam para Boa Vista (RR). Até o final de fevereiro, mais de 240 militares do CMO seguirão para a missão.

OPERAÇÃO ACOLHIDA

 

Instrumento de ação do Estado brasileiro, a Operação Acolhida destina-se a apoiar - com pessoal, material e instalações - a montagem de estruturas e a organização das atividades necessárias ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Tal conjuntura é decorrente do fluxo migratório para o Estado de Roraima, provocado pela crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela.

Por meio da Medida Provisória (MP) nº 820, de 15 de fevereiro de 2018, o Brasil instituiu o Comitê Federal de Assistência Emergencial, que decreta emergência social e dispõe de medidas de assistência para acolhimento a esse segmento-alvo. As medidas desempenhadas pelos governos federal, estaduais e
municipais acontecerão pela adesão a instrumento de cooperação federativa.

Os Decretos nº 9285 e nº 9286, da mesma data da MP, constituem parte da legalidade e da amplitude impostas aos atores comprometidos com essa ação.

Ao todo, são 12 ministérios que integram o Comitê Interministerial. O primeiro decreto reconhece a situação crítica, enquanto que o segundo define a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial.

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