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MJB: terceirizada admite atraso de salário, mas não dá previsão para pagar ex-vigilantes do Bradesco

Empresa com sede em Mato Grosso nega que rompimento de contrato tenha ocorrido por causa de pagamento

15 MAI 2019
Thiago de Souza
16h25min
Foto: Reprodução Info About Companies

A MJB Segurança e Vigilância assumiu que deve salário e direitos trabalhistas para centenas de vigilantes que atuaram por dois meses nas agências do Bradesco, em Campo Grande. No entanto, não deu previsão para quitar os débitos e criticou matérias veiculadas pela imprensa.

Conforme a assessoria jurídica, a empresa, que tem sede em Cuiabá (MT), afirma que atua há 15 anos no mercado de trabalho e nunca respondeu por ''questões trabalhistas ou tributárias''.

De acordo com matéria veiculada nesta terça-feira (14), pelo TopMídiaNews, profissionais denunciaram que começaram a trabalhar nas agências bancárias em Mato Grosso do Sul em fevereiro, pela MJB. No primeiro mês houve atraso de salários e no tíquete refeição em cerca de 14 dias.

No mês seguinte, disseram funcionários e sindicato, salário e o benefício vieram em dia. No entanto, na mesma data, o banco Bradesco recebeu muitas reclamações e, por isso, teria anunciado o fim do contrato em 30 de abril.

No dia 3 de maio, em contato com uma encarregada da empresa, os funcionários teriam tido a promessa de que os valores seriam pagos até o dia 10 do mês, algo que não ocorreu segundo os profissionais.

A MJB criticou veículos de imprensa que noticiaram o caso e acusa os jornais de sensacionalismo e que as publicações estariam causando prejuízo à empresa.  

A empresa disse ainda que o fim do contrato promovido pelo Bradesco não se deu em razão do atraso no pagamento de salários, e sim por uma matéria jornalística publicada em Cuiabá (MT), dizendo que a empresa tinha atrasado o pagamento dos trabalhadores por quatro meses. Na versão da empresa de vigilância, o atraso foi de apenas 20 dias.

Ainda conforme noticiado pelo TopMídiaNews, uma encarregada da empresa, conhecida como Letícia, foi procurada e não atendeu os telefonemas nem retornou as mensagens via WhatsApp.

Sem previsão

Apesar de reconhecer o débito, a empresa se resumiu a dizer que está tomando providências dentro do ordenamento jurídico. Questionado novamente se teria um prazo para quitação da dívida, a assessoria respondeu: ''Leia o ordenamento jurídico que você vai saber a data''.

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