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domingo, 17 de outubro de 2021 Campo Grande/MS
Campo Grande

Prefeitura cascalha rua para disfarçar buracos e moradores reclamam do serviço

No Nova Lima, cratera aberta pela chuva foi tampada, mas parte da rua continua interditada

01 novembro 2016 - 07h00Por Dany Nascimento

Os moradores do bairro Nova Lima classificam o trabalho feito pela prefeitura na Rua Santo Inácio de Loiola, cruzamento com a Rua Jerônimo de Albuquerque, como 'meia boca', já que após tapar a cratera que deixou o tráfego interditado no local, os técnicos jogaram cascalho para soterrar os buracos.

A população já não acredita na conclusão das obras, já que um buraco da rede de esgoto ficou aberto e agora, o grande problema dos moradores, é a poeira que sobe com o tráfego de veículos. O aposentado José Santos, 56 anos, que reside há 16 anos na região, afirma que, com o cascalhamento, precisa jogar água pelo menos três vezes ao dia na varanda e na calçada da residência.  

"O serviço é bem meia boca. Aqui, agora, ficou bom mesmo só para os motoristas porque pra nós, moradores, a situação continua precária. Conforme os veículos vão passando, a poeira vai subindo, entra na casa da gente e temos que ficar o dia todo assim, jogando água para não engolir a poeira que sobe", diz o morador.

Dona de um restaurante, Marlene Estolascki, 69 anos, afirma que está tendo dificuldades na hora de comercializar comida. "Estamos passando dificuldades aqui. As pessoas não querem comer no restaurante por conta da poeira que sobe quando os carros passam. Os clientes estão reclamando e nós estamos perdendo com isso, precisamos que o prefeito Alcides Bernal (PP) tenham misericórdia da gente".

Marlene diz que deposita as últimas esperanças de conclusão da obra no prefeito eleito Marquinhos Trad (PSD) e teme continuar perdendo clientes até a posse. "Espero que o novo prefeito olhe por nós, que ajude a concluir isso porque estamos sendo muito prejudicados. Eu ainda acredito que podemos viver dias melhores aqui na região. Moro há 32 anos aqui, só enfrentamos problemas".

A filha de Marlene, Regiane Estolascki, 32 anos, que trabalha no restaurante, afirma que lava o estabelecimento no período da manhã e no horário de almoço, lava novamente e, mesmo assim, ainda se depara com reclamações de clientes.

"Eu lavo cedo e na hora do almoço lavamos de novo porque é muita poeira. É um pedaço tão pequeno para eles consertarem, não dá para entender. Os clientes reclamam e estão certos, voa poeira na comida deles enquanto estão fazendo a refeição", diz Regiane.

A tampa de uma rede de esgoto soltou e continua aberto, interditado por placas da prefeitura.  


                                                     

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