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Morto como cão de rua, Dodo tinha casa e deixa criança de 9 anos com saudade

Irmã do garoto soube da morte do animal pela imprensa e disse que família ficou devastada

12 FEV 2019
Amanda Amaral
07h00min
Foto: Reprodução/Facebook

Dodo é o nome do cão que comoveu muitos com o triste fim de sua vida. Atropelado, ele ficou horas sem socorro e morreu em uma calçada, próximo a uma clínica veterinária que recusou atendê-lo sem que houvesse um responsável presente.

Naquele dia, 4 de fevereiro, o animal era considerado ‘mais um vira-latas de rua’. Seus donos o reconheceram pela imprensa, quando o caso polêmico se espalhou por todo canto, quando não havia mais nada a ser feito.

Seu melhor amigo era um garoto de nove anos, que era protegido por Dodo desde muito pequeno, conforme sua irmã. “Ele era muito sapeca, mas defendia meu irmão com toda sua força, era da família! É muito triste e dói muito saber que existem pessoas assim, estabelecimentos assim, acho que independentemente da formação do profissional, a pessoa tem que ser humana ao ver uma vida agonizando tendo os recursos para intervir”, desabafou Ana Claudia em rede social.

Ela questionou os motivos alegados pela clínica para não realizar o atendimento, mesmo que o cachorro estivesse solto na rua e sem coleira de identificação, e agradece à jovem que ajudou o animal no momento e divulgou o caso. “A vocês que negaram socorro meus sinceros desprezos, porque hoje meu irmão, eu e minha família sofremos mais com uma esperança e consolo no coração em saber que ainda existe pessoas boas como você Lara, obrigada por estar ao lado do nosso pequeno, seremos eternamente gratos por sua compaixão a sua humanidade”, disse.

O caso

Uma mulher acusou o estabelecimento Companhia dos Bichos de omitir socorro a um cão atropelado e compartilhou a informação em redes sociais, alegando que testemunhou o ocorrido. Ela disse que os profissionais recusaram atender o animal que teria sido atropelado na manhã de segunda-feira (4), na Avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande.

Funcionários de uma loja de tinta retiraram o animal da rua e colocaram em uma calçada, com água e ração. Na publicação, a mulher afirma que os funcionários da loja foram até a clínica pedir ajuda emergencial, mas tiveram o pedido negado por se tratar de um animal de rua.

Em comunicado oficial, funcionários do estabelecimento afirmam que o animal não foi levado até a clínica para ser atendido. “Houve apenas a comunicação aos funcionários em expediente de que haveria um animal vítima de acidente nas proximidades. Ao comunicante foi explicado que o animal deveria ser trazido à clínica por seu proprietário ou pela pessoa que por ele se responsabilizasse, assim como foram repassados os telefones do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, que poderia atender este tipo de situação”.

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