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Parto sozinha e vontade de 'guardar' o bebê mais um pouco: grávidas contam drama durante pandemia

Ansiedade predomina e mamães buscam distração em filmes, séries, além de evitar noticiários

31 março 2020 - 13h00Por Nathalia Pelzl

Seja de primeira viagem ou não, a preocupação das mamães com a chegada dos bebês é coletiva durante à pandemia do novo coronavírus. Entre os cuidados, o principal, segundo elas, é ficar em casa.

A auxiliar administrativa Isadora Beatriz Souza, 22 anos, aguarda a chegada do segundo filho e comenta sobre os cuidados que tem.

“Tento evitar ao máximo sair sem necessidade, estou saindo só para consultas e exames... Ainda mais agora nessa reta final, onde as consultas e ultrassom se tornam semanais. Quando saio para consulta ou laboratórios, evito ficar próximo de outras pessoas”.

Ansiedade e preocupação têm sido sentimentos comuns na rotina de Isadora, que tem buscado distrair a mente com filmes e séries.

“Pra evitar o estresse tenho tentado me distrair com filmes e séries, ia começar a fazer acupuntura por conta da ansiedade, mas agora não coloquei isso como prioridade para evitar sair”.

Assim como Isadora, a técnica de enfermagem Ingrid Costa dos Anjos de Sá, também de 22 anos, aguarda a chegada da primeira filha e está no 9° mês, com 40 semanas e 1 dia. Ela faz parte do grupo de risco.

“Estou saindo somente para fazer acompanhamento do pré-natal e exames, quando necessário. Fico muito preocupada por conta que me encaixo na classificação de risco por doenças crônicas e tenho medo de passar o vírus para a neném através do leite, apesar de ter visto reportagem que diz que não é perigoso”.

Como alternativa, Ingrid prefere não ver noticiários com tanta frequência. “Estou ansiosa, mas ao mesmo tempo preocupada e querendo que ela espere mais um pouco (para nascer) até dar uma amenizada em tudo”.

Umas das situações que mais doem, segundo Isadora, é a questão do parto não poder ser acompanhado por familiares, em especial o pai do bebê.

“Agora a maternidade proibiu o acompanhamento na hora do parto, isso deixa qualquer mãe aflita, numa hora tão delicada (que é o nascimento de um bebê) não poder ter o pai junto é bem triste”, finaliza.

Grávidas no Interior

Mesmo não tendo casos confirmados até o momento em Bandeirantes, a autônoma Mayara Cristina Racanelli, 25 anos, mantém uma série de cuidados. Ela acabou de entrar no terceiro trimestre da gestação, mais precisamente no nono mês.

Mamãe de segunda viagem, ela reforça que, mesmo que o fluxo de pessoas seja menor no município, sair de casa só quando preciso.

“Não saio sem ser necessário. Tenho uma filha de 6 anos e, como ela está sem estudar, procuro fica em casa junto com ela”.

Questionada se imagina como vai ser ter a segunda filha em meio a pandemia, Mayara conta das incertezas: “na verdade não sei bem como vai ser, porque vou realizar o parto dela aí em Campo Grande. Ficou tudo mais difícil, pois fazia minhas consultas aí, agora com essa pandemia, tudo fechado. Não tem muito o que fazer, o jeito é esperar”.

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