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quinta, 22 de outubro de 2020
Cidade Morena

Falta até esparadrapo no Regional e enfermeiros tiram do bolso para não prejudicar pacientes

Quem é atendido corre riscos pela falta de itens básicos na unidade em Campo Grande

30 outubro 2019 - 07h00Por Thiago de Souza

Profissionais de saúde que atuam no Hospital Regional, em Campo Grande, garantem que a unidade sofre com falta de produtos hospitalares básicos, como esparadrapo e fita micropore. A ausência desse material põe em risco pacientes e chega ao cúmulo de enfermeiros comprarem os itens com dinheiro próprio.

Conforme a reclamante, que atua há muito tempo na unidade, a falta de insumos básicos não é novidade.

''Sempre houve problemas. Mas antes, quando não tinha uma coisa, tinha outra e nunca ocorreu de faltar tudo. De agosto prá cá piorou tudo e aí a gente compra'', lamenta a profissional. Em um de seus últimos plantões, a trabalhadora conta que ''não tinha nada''.

Ainda de acordo com a denúncia, ''depois de muita reclamação, eles [plantão administrativo] liberaram material, mas foi para o hospital inteiro e não adiantou muita coisa''. Um rolo de esparadrapo, segue a denunciante, teve de ser emprestado do banco de sangue do hospital.

Máscaras também estão em falta - Foto: Repórter Top

Risco

O prejuízo aos pacientes é inevitável. Um exemplo é a fita crepe, que teve de ser improvisada para prender o soro em um paciente.  

''Essa fita não é ideal, quando o paciente sua, a fita escapa e a gente perde o acesso [verificação da veia e introdução da agulha] no paciente. Com isso, é preciso furar o paciente novamente. Se é uma criança, exemplifica a mulher, fica pior ainda e prejudica paciente e os profissionais".

''E não é só soro, a fita é para fixar um catéter, uma sonda...'', explica a profissional de enfermagem.

Situação piorou desde agosto, diz denunciante. (Foto: Repórter Top)

Na versão da denunciante, o hospital teria alegado que passa por contenção de despesas. Ela diz não suportar mais a situação e sugere algo pior em relação a situação.

''O hospital está padecendo e parece até uma jogada. Aí vem a terceirização e 'salva' o hospital'', critica a trabalhadora.

Resposta

Entramos em contato com a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, mas não houve resposta.

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