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quinta, 26 de novembro de 2020
Cidade Morena

Paciente renal e com pé amputado, Cristiane precisa de material de construção para adaptar casa

Com dificuldades de locomoção, ideia é adaptar residência para que seja possível fazer hemodiálise em casa

28 fevereiro 2019 - 19h00Por Nathalia Pelzl

Cristiane Ferraz, de 39 anos, é paciente renal e precisa de materiais de construção para adaptar alguns cômodos para fazer o tratamento em sua casa. Ela é diabética e precisou amputar um dos pés, deixando a mobilidade prejudicada.

“Em 2013, eu precisei amputar um pé devido à diabetes, eu tive osteomielite que afeta os ossos. Aí, em 2014, eu perdi minha mãe. Como sou filha única, senti muito, fiquei sozinha no mundo, tive início de depressão, eu não comia. Quando foi em março de 2015, veio à hemodiálise, tudo contribuiu para o mau funcionamento dos rins”, conta.

Agora aposentada pelo INSS, ela conta sobre a prótese que conseguiu após entrar com recurso para o processo de reabilitação, no entanto, o equipamento é pesado.

“Até tenho a prótese, mas é pesada e o médico recomendou que eu parasse o uso, pois algumas feridas apareceram, e como sou diabética isso pode causar outra amputação. Também tem dias que ela não serve, que fica apertada”, explica, devido ao inchaço causado pelo mau funcionamento dos rins.

Cristiane faz o tratamento três vezes por semana, durante quatro horas. Para ir até o local, ela conseguiu transporte pela prefeitura, no entanto, o processo é muito desgastante.

“Quando tenho que ir lá, antes das 6h saio de casa e chego por volta do 12h30. Passo mal, é muito cansativo e desgastante”.

Para o controle da diabetes ela faz o uso da insulina lanthus e uma alimentação balanceada. A ideia é adaptar sua residência para fazer a hemodiálise peritoneal, que funciona através de um cateter na região abdominal, para posteriormente conseguir o transplante.

“A ideia é fazer um banheiro adaptado para que consiga me mover com a cadeira, precisamos de cimento, tijolo, areia, materiais de construção. Descobri essa possibilidade em uma consulta na UTI, em janeiro. Agora pretendo começar o tratamento em casa, até por causa da mobilidade, desgaste e outros, para despois fazer o transplante”, diz esperançosa.

O custo para a obra gira em torno de R$ 7 a R$ 10mil. Os interessados em ajudar podem fazer um depósito ou transferência de qualquer valor na Conta 000008223, operação 013, agência 3252.

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