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segunda, 19 de abril de 2021
Cidade Morena

Trabalho triplica e salário reduz nas escolas e universidades particulares em MS

Classe está em negociação salarial e enumera perdas durante a pandemia

07 abril 2021 - 16h36Por Nathalia Pelzl

Os trabalhadores das escolas e universidades particulares de Campo Grande estão em negociação salarial e garantem que a carga de trabalho aumento na pandemia da covid-19 e o salário não acompanhou. Neste ano, as negociações acontecem de maneira on-line. 

O presidente do SINTRAE-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Privado do Mato Grosso do Sul), professor Eduardo Botelho, apontou as dificuldades enfrentadas pelos professores e administrativos e destacou que o reajuste salarial é primordial à categoria. 

“Fizemos uma enquete na qual 85 professores e administrativos de 26 escolas e universidades particulares, de Campo Grande, participaram”, disse. 

“Destes, 88,6%, confirmaram que os salários diminuíram no período da pandemia, ao mesmo tempo 77,4% responderam que o trabalho dobrou ou triplicou, sendo que 88,9% dos professores afirmaram que não receberam computadores ou estrutura adequada para preparar suas aulas on-line. Diante desses dados, é inadmissível aceitar perdas inflacionárias nos salários dos trabalhadores do ensino privado”, explica Eduardo Botelho.

O presidente do Sintrae-MS relatou que os trabalhadores das escolas e universidades têm se empenhado ao extremo.

“Trabalham arduamente, se expõe, colocam suas vidas em risco. Agora, que é hora de valorizar estes trabalhadores, mas, nos deparamos com instituições que não querem abrir mão do lucro e propõe vergonhosamente reajuste zero aos salários. Não aceitaremos esse desrespeito com os profissionais”, enfatizou.

Além disso, o sindicato pontua que é primordial à preservação da vida dos trabalhadores, alunos e familiares.

O sindicato destaca que desde o início da pandemia recebe denúncias de trabalhadores quanto ao descumprimento do plano de biossegurança.