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Piscinões são solução para conter enchentes na Capital, diz engenheiro

Semy Ferraz atuou na Seintrha em 2014 e diz que projetos estão prontos

28 DEZ 2016
Thiago de Souza
09h20min
Água do Anhanduí quase invadiu avenida Ernesto Geisel Foto: André de Abreu

A solução para conter o transbordamento de córregos e evitar enchentes em Campo Grande está em obras conhecidas como 'piscinões', sugere o engenheiro civil e ex-secretário de Infraestrutura, Transporte e Trânsito da Capital, Semy Ferraz. 

As imagens dos córregos Prosa e Segredo são impressionantes a cada chuva forte que cai na Capital. A correnteza é intensa, e além dos transtornos no trânsito, o risco de morte é iminente, já que veículos são arrastados pela força da água em poucos minutos de chuva. 

Semy diz que para o Córrego Prosa já há um estudo do plano diretor de drenagem. Ali existe a necessidade piscinões, pois é preciso retardar a chegada da água nas proximidades da região do Shopping Campo Grande.

No Córrego Sóter, o engenheiro aponta que existem quatro barragens, mas é preciso mais uma. O projeto para a obra já existe e o custo foi avaliado em R$ 2,5 milhões, há dois anos. 

Outro fator importante contra as enchentes seria subir o aterro da barragem do Parque das Nações Indígenas, na Avenida Afonso Pena em mais 1,5 metro para funcionar como piscinão. Além disso, próximo a Via Parque, na região da Rua Paulo Coelho Machado, estaria previsto, durante sua atuação na Seintrha, a construção de outro piscinão. ''Seria o local propício'', analisa Semy. 

A quarta intervenção contra enchentes na cidade, diz Semy Ferraz, teria de ser na área do quartel da Polícia do Exército, na Rua Joaquim Murtinho com a Avenida Fernando Corrêa da Costa. ''Isso daria uma sanada na questão de enchentes no Prosa'', estima o engenheiro. 

(Correnteza do Prosa era forte e quase transbordou durante a chuva -  André de Abreu)

Mas não é só de piscinões que se previne enchentes. Segundo o ex-secretário a limpeza de bueiros também é muito importante, já que a água deixa de escorrer pela superfície, causando pontos de alagamento. Ele lamenta que o trabalho não tenha sido efetivo na atual gestão. ''Parece que o Bernal suspendeu o serviço de limpeza de bueiros'', observou. 

Outro ponto sensível em Campo Grande, segundo Semy, é a região do Bairro Santo Antônio. Parte daquela área seria uma lagoa antigamente, e por isso não há escoamento da água, daí a necessidade de um sistema de drenagem. 

Córrego Segredo

Semy Ferraz diz que é preciso que o prefeito eleito Marquinhos Trad (PSD) corra atrás de recursos e peça um estudo de engenharia para o local, pois ainda não há. Ele citou o cruzamento da Rua Rachid Neder esquina com a Avenida Ernesto Geisel com um dos pontos mais problemáticos. 

Para a região do Anhanduí, Semy contou que,  durante a época em que foi secretário, entre 2013 e 2014, havia um projeto de canalização, orçado em R$ 67 milhões, onde R$ 42 milhões do Governo Federal estariam liberados, faltando a contrapartida da prefeitura de R$ 25 milhões. ''Naquela região, na Rua do Aquário cruzamento com a Ernesto Geisel tem uma ponte que construíram muito baixo e teria de refazê-la pois quando chove acaba alagando", apontou. 

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