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Na Capital, população reprova volta de médicos cubanos e pede valorização de brasileiros

Programa Mais Médicos passou por reformulação no governo de Jair Bolsonaro

13 JUL 2019
Dany Nascimento
18h10min
Foto: André de Abreu

Os moradores de Campo Grande acreditam que o rompimento do contrato com Cuba, que fez com que grande parte dos médicos voltasse para casa, foi uma das melhores decisões do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e destacavam que o governo brasileiro tem que valorizar os médicos do país.

De acordo com o Auxiliar administrativo Alessandro Vicente, 39 anos, o certo é investir nos trabalhadores brasileiros. “Chega lá nos Estados Unidos para ver se tem regalia? Lá um brasileiro lava privada, chão, não tem espaço. Agora vamos tirar a vaga dos médicos do Brasil para dar para os médicos cubanos? Não está certo isso, temos que valorizar nossos médicos”.

Para o vendedor Arcindo Julião, 62 anos, a valorização tem que começar com aqueles que nasceram no país. “Temos médicos, precisamos valorizar a categoria e ter eles atendendo. Os que passaram pelo Revalida ficaram, então que seja assim, mas simplesmente contratar médicos cubanos para ocuparem vagas de médicos brasileiros está errado”.

Isac David Spinosa, 58 anos, técnico em telecomunicação, afirma que é contra a presença de médicos cubanos atuando no país. “Eles têm que enviar dinheiro para o comunismo, está errado isso. Eles eram monitorados, tinham monitores aqui e tinham que mandar mais dinheiro do que já ia para o país deles, está errado isso”.

No governo de Jair Bolsonaro, o programa Mais Médicos passou por uma reformulação e passou a priorizar profissionais brasileiros, formados no país ou no exterior. Mas ainda enfrenta dificuldades para repor vagas em determinadas regiões do Brasil.

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