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Por segurança, motoristas de aplicativo evitam zonas perigosas de Campo Grande

Condutores destacam que após as 22 horas, começam a seguir regras e evitam algumas corridas

25 ABR 2019
Dany Nascimento
11h10min
Foto: Ilustração

Com o registro de muitos assaltos envolvendo motoristas de aplicativos, os profissionais acabam sendo obrigados a restringir algumas áreas, deixando de oferecer o serviço em regiões consideradas de grande risco em Campo Grande. O TopMídiaNews conversou com alguns motoristas, que destacam as táticas para continuar prestando o serviço na cidade.

Todos os entrevistados optaram por não se identificar por segurança e citaram quais bairros acabam evitando por medo de serem surpreendidos por bandidos. Um condutor de 31 anos afirma que começa o horário de trabalho que define quais regiões devem ser evitadas, mas deixa claro que em muitos casos registrados, o bandido não morava na região onde cometeu o crime.

“É muito relativo, na minha opinião. Acaba acontecendo que não tem bairro perigoso em Campo Grande, tem pessoas que acabam atrapalhando os bairros. Evitamos de entrar em alguns determinados horário, não pegamos passageiro em alguns locais. Podemos pegar criminosos no centro, já aconteceu comigo. Evitamos determinados horários, por exemplo eu evito de entrar depois em algumas regiões das 22 horas, evito alguns bairros como Caiobá, Dom Antônio, Noroeste, Nova Lima, Danúbio Azul, Vila Nhanhá, depende muito do horário”, explica o motorista.

Ele ressalta que tenta prestar o serviço durante o dia, para evitar circular em horários de menor movimento. “Estou evitando andar a noite. Tem acontecimentos que individuo não é do bairro, pega no centro e aborda o motorista no bairro. Todos nós temos que estar bem cientes de quem coloca dentro do carro, ás vezes nome de uma mulher, vai um rapaz junto, tem que estar em alerta direto”.

Uma motorista de 25 anos, que ‘roda’ há dois meses através de aplicativo diz que costuma atender as orientações de amigos mais experientes. “Eu não pego corrida no bairro Carioca, nunca passei apuro lá, mas um colega que também trabalha como motorista de aplicativo me orientou porque todas as corridas que ele fez para lá, tentaram assaltar ele”.

Outro condutor, de 42 anos, que está na área há um ano, também destaca que costuma ouvir conselhos de colegas e diz que evita a Vila Nhanhá. “Vários parceiros orientam, conheço bem a região e prefiro evitar durante a noite”.  

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