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sábado, 19 de setembro de 2020
Cidade Morena

De olho no Fundeb, professores dão ultimato por reajuste salarial em Campo Grande

Cerca de 10 mil professores cobram cumprimento de lei sobre piso salarial, estagnada desde 2015; reunião acontece na terça-feira (30)

29 abril 2019 - 15h00Por Amanda Amaral

As tratativas que se estendem há anos entre prefeitura de Campo Grande e professores da Reme (Rede Municipal de Educação) devem ter novo capítulo apresentado na tarde da próxima terça-feira (30). Na data, diretoria da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação) se reúne com o prefeito Marcos Trad (PSD) na expectativa de receber proposta sobre reajuste salarial.

Conforme o presidente do sindicato, Lucílio Nobre, o município tem como obrigação prevista em lei o pagamento de 4,17% de correção anual do piso nacional, que contemplaria cerca de 10 mil profissionais, entre eles aproximadamente dois mil aposentados. Soma-se ainda 17% do reajuste retroativo, não cumprido desde 2015.

“Esperamos que o prefeito tenha proposta para continuar as tratativas referentes ao cumprimento integral do piso, conforme foi publicado ano passado, se comprometendo a cumprir integralmente o piso por 20 horas para o professor”, cita Nobre.

A categoria se reuniu em duas ocasiões com a Secretaria Municipal de Finanças e Secretaria Municipal de Educação, mas nenhuma perspectiva de pagamento foi apresentada. A prefeitura justifica que não tem dinheiro para pagar e que está no limite dos gastos prudenciais nas folhas de pagamento e baixo ICMS.

Contudo, os professores não devem aceitar sair sem ao menos um plano de solução da reunião no Paço Municipal. “Caso o contrário, sem nenhuma proposta, tem que chamar a categoria e decidimos algo em conjunto. Acredito que prevaleça o diálogo, como tem prevalecido dos últimos anos”, pontua.

O representante da ACP ressalta que a categoria tem direito ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), dinheiro do governo federal, e não depende exclusivamente do município. “Esse fundo tem em torno de 39 milhões em média, é dinheiro carimbado que paga mais de 75% da folha, e tem que aplicar, quando um professor vai tratar da correção do piso, reajuste, já temos um grande quantitativo garantido. Não dá pra dizer que o prefeito não tem dinheiro para a correção do piso nacional”, finaliza.

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