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Campo Grande

Reforma da Previdência: opiniões são divididas, mas preocupação é grande com tempo de serviço

Trabalhadores rurais estão mais preocupados com a medida

16 março 2019 - 09h30Por Rodson Willyams

A Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Federal, tem provocado diversas preocupações quanto à questão da aposentadoria. O TopMídiaNews foi às ruas de Campo Grande para ouvir o que a população tem para falar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6/2019.

A funcionária federal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) Cecília Faria, 64 anos, concorda com iniciativa proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Concordo porque é preciso. No meu caso, eu já poderia estar aposentada, mas prefero ficar na ativa. A medida é válida desde que quem ganha mais pague mais".

Operador de máquinas pesadas, Valeriano Rodrigues, 57 anos, afirmou que o trabalhador vai ter que esperar 'muito tempo' para poder se aposentar. "Sou contratado, contribuo com a previdência, mas não chega ao tempo que eles querem. É muito tempo para se aposentar. Gostaria que o tempo fosse menor e não mexesse com a aposentadoria".

Valeriano Rodrigues, de 57 anos. Foto: André de Abreu.

Matheus Feitosa, de 21 anos, estudante que está desempregado, afirma que é preocupante a questão da aposentadoria. Relata ainda que a mãe Maria, tem 57 anos, e é trabalhadora rural. "Ela viu sobre essa questão e está muito preocupada. Está muito ansiosa e teme ter que esperar mais tempo para poder se aposentar".

O que muda?

O texto elaborado pelo governo propõe idade mínima para aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos), com contribuição mínima de 20 anos, além de um período de transição. Atualmente, aposentadoria por idade é 60 anos para mulheres e 65 anos para os homens, com contribuição mínima de 15 anos. 

Pela nova proposta, quem ganha um salário mínimo (R$ 998) contribuirá com 7,5% para a Previdência. Acima disso, contribui com 7,5% sobre R$ 998, com 9% sobre o que estiver entre R$ 998,01 e R$ 2 mil, com 12% sobre a renda entre R$ 2.000,01 a R$ 3 mil e com 14% sobre a renda entre R$ 3.000,01 e R$ 5.839,45 (teto do INSS). Dessa forma, um trabalhador que receber o teto do INSS contribuirá com alíquota efetiva (final) de 11,68%.

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