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Reforma em abrigo de resíduos do HU proporciona descarte de lixo com menor impacto ambiental

Cada tipo de resíduo coletado é armazenado em compartimento próprio

12 NOV 2016
Da Redação
12h48min
Foto: Divulgação

A produção e a destinação de resíduos, em todo o mundo, se configuram atualmente como sérios entraves para o bom funcionamento da relação entre progresso e meio ambiente. Locais como unidades de saúde, por exemplo, chegam a produzir toneladas de lixo por mês e precisam de um planejamento estratégico no processo de armazenamento e descarte para minimizar o impacto ambiental.
 
No Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), cerca de 16 mil quilos de resíduos de várias categorias são recolhidos todos os meses e, para otimizar o processo, a instituição investiu na reforma e na readequação de seu abrigo externo, unidade de fundamental importância para a otimização da coleta e posterior descarte para destinação final.
 
O local, que já funciona há alguns anos, passou por uma grande obra, finalizada este mês, e que o tornou um abrigo externo totalmente adequado de acordo com as normas da Vigilância Sanitária. Com 97,63 metros quadrados de área, o abrigo armazena, separadamente, resíduos comuns, recicláveis e infectantes até a realização da etapa de coleta externa.
 
A reforma, que levou dois meses para ser executada, é parte da reestruturação do Plano de Gerenciamento de Resíduos do HU-UFGD e já foi projetada visando futuras ampliações na estrutura do hospital, sendo que agora possui capacidade de suportar resíduos hospitalares gerados por um complexo de até 300 leitos.
 
“O abrigo externo está totalmente adequado e não permite que o resíduo fique exposto, causando riscos como a proliferação pragas e intervenções ambientais prejudiciais”, ressalta o enfermeiro Glênio Alves de Freitas, chefe Setor de Hotelaria Hospitalar, que é responsável pelo gerenciamento de resíduos do HU-UFGD.
 
Readequações
 
O chefe do Setor de Infraestrutura Física do HU-UFGD, engenheiro eletricista Thiago Augusto Betiati, explica que a edificação passou por readequações de layout, acabamento interno e externo, com a aplicação de revestimentos, forros, calhas e rufos, instalação de acessórios e substituição de estruturas elétricas e hidrossanitárias.
 
Também foram construídos um local para a lavagem dos carrinhos de coleta e um vestiário, com banheiro, para o coletador, onde ficam guardados seus Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
 
O enfermeiro Glênio afirma que com a reforma, partes do processo de coleta e descarte, como a higienização do local e dos carrinhos, se tornaram mais fáceis e adequadas. Os ambientes do abrigo agora possuem revestimento (azulejos), o que possibilita uma limpeza mais efetiva.
 
Como funciona o processo
 
Glênio esclarece que o lixo produzido diariamente nos diversos setores do hospital é encaminhado, primeiramente, a abrigos internos, instalados em pontos estratégicos para facilitar o transporte. Quatro vezes ao dia, em horários pré-determinados, um coletador retira os resíduos dos abrigos internos e os transfere, já separados, para o abrigo externo.
 
A destinação desse lixo é feita de acordo com suas diferentes classificações: os recicláveis são coletados a cada 15 dias pela Associação dos Agentes Ecológicos de Dourados (Agecold); os comuns são retirados do abrigo externo três vezes por semana, pela coleta da Prefeitura, e os infectantes, químicos e perfuro-cortantes são recolhidos diariamente por uma empresa terceirizada contratada para tal finalidade.

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