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quinta, 26 de novembro de 2020
Cidade Morena

Reviva vai identificar patrimônio histórico da rua 14 de julho com uso de tecnologia

O levantamento das informações está sendo feito pelo arquiteto Fernando Batiston

01 julho 2019 - 10h18Por PMCG

Quem passa pela Rua 14 de Julho pode não prestar atenção nos imóveis com arquitetura mais rebuscada, cheia de adornos, diferentes das que vimos hoje. Ao longo dos 1.400 metros da via que está sendo requalificada, da Avenida Fernando Corrêa da Costa até a Avenida Mato Grosso, a rua concentra 42 edificações que contam um pouco da história de Campo Grande. O Reviva Campo Grande vai resgatar esse importante patrimônio histórico e cultural, transformando o espaço em um “museu a céu aberto”.

Usando a tecnologia de QRCode, os imóveis serão identificados por placas com informações sobre a história de cada um. O QRCode vai remeter os dados ao site do Programa Reviva Campo Grande, inclusive com fotos.

Resgate histórico

O levantamento das informações está sendo feito pelo arquiteto Fernando Batiston, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur). “Nosso trabalho busca resgatar a memória dos pioneiros da Rua 14 de Julho, imigrantes, comerciantes, moradores e empreendedores”, disse Batiston.

Imóveis como o localizado na esquina das ruas 14 de Julho e 15 de Novembro são exemplos de uma arquitetura Art Decó (um estilo artístico de caráter decorativo que surgiu na Europa na década de 1920), construído na década de 1930 e onde ainda é possível perceber características marcantes como o uso de linhas retas próximo ao telhado e de frisos.

Ecletismo

A antiga Gráfica Gutemberg deu lugar a uma loja de utilidades. A edificação enquadra-se no estilo eclético pela rica ornamentação na platibanda (faixa horizontal que emoldura a parte superior de um imóvel e que tem a função de esconder o telhado, para proteger e ornamentar a fachada), remetendo ao Classicismo com a imitação até de pequenas colunas. O imóvel já foi demolido e refeito, mas guarda elementos do ecletismo.

Entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Barão do Rio Branco, a relojoaria Nakasse ainda preserva os ricos detalhes em suas janelas, que remetem ao estilo Ecletismo. O edifício foi o primeiro a usar laje em concreto armado em Campo Grande e ainda permanece com elementos de fachada originais.

“Sei da relevância desse lugar. É importante para revivermos a história de Campo Grande, temos que dar valor à origem de nossa cidade. É um prédio diferenciado, com uma arquitetura bacana. Com a identificação com o QRCode vai ficar muito bom para o turismo também”, comentou o empresário Roberto Nakasse.

A comerciante Evânia Figueiredo já percebeu os prédios históricos na via e sua importância para a identidade da capital. “Sou campo-grandense, nasci aqui e tenho orgulho da nossa cidade. Acho muito bom fazer essa identificação, isso tem muito valor”, finalizou.

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